Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos no Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias,

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AO PÉ DA ORELHA

 

SÓ BONS NEGOCIADORES GARANTEM BOAS NEGOCIAÇÕES

 

Apesar dos efeitos que a crise internacional impôs à economia brasileira, a partir do último trimestre de 2008, nada menos do que 590 categorias de trabalhadores - 93% do total de 635 categorias pesquisadas - conquistaram aumento real de salários nas negociações que mantiveram com as empresas no ano passado revelou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos -Dieese.

 

Apenas 28 categorias tiveram índices de reajuste inferiores ao da inflação. O Balanço dos Pisos Salariais Negociados em 2009 aponta ainda que 96% das negociações para reajuste de pisos salariais resultaram, no mínimo, na reposição das perdas salariais ocorridas desde a última data-base.

 

O sucesso na maioria das negociações está diretamente ligado à conjuntura econômica de crescimento e ao aumento do número de empregos formais, mas está também ligada diretamente à habilidade dos negociadores, afinal negociar é uma arte... e uma arte difícil que exige o conhecimento da nova dinâmica de mercado e de economia, que requer uma consciência de flexibilidade maior, que possa trazer eficácia para as negociações. Já passou o tempo em que as negociações eram regidas pela Lei de Gérson: “obter vantagem implica, necessariamente em "passar a perna" nos outros, negociador bonzinho já era!”.

 

Hoje, estamos em outra. O que vale agora é o ganha/ganha, ou seja, chegar a um acordo em que os interesses relevantes de ambas partes sejam atendidos. O  ganha/ganha é a forma mais difícil de negociar. Sem uma grande dose de competência fica praticamente impossível se chegar a um acordo que atenda aos interesses legítimos das duas partes.

 

Para ser um bom negociador é preciso fazer direitinho a "lição de casa", conhecer a parte com a qual estamos negociando, saber o que é importante para a outra parte, respeitá-la, manter uma atitude positiva e um relacionamento construtivo, apesar das divergências. Isto é regra geral para aos dois lados

 

Se fosse fácil, qualquer um faria, mas preparo é o mínimo que se espera daqueles que se sentam em uma mesa de negociação para tratar de assuntos que vão influenciar a vida cotidiana de milhares de trabalhadores.

 

A Diretoria

 


 

Voto obrigatório... ou não?

 

No Brasil o voto é obrigatório, o eleitor não pode se deixar de votar sem justo motivo, sendo aplicadas sanções pela falta injustificada. Mas quando se pensa em em democracia, o voto facultativo seria mais adequado do que o voto obrigatório,  já que o primeiro dá o direito de escolha às pessoas de exercerem este direito ou não. No entanto, esses dois tipos de votos apresentam prós e contras .

 

A maior desvantagem do voto obrigatório é que muitas pessoas votam apenas pela obrigação, sem ao menos se inteirar da política dos candidatos, sem saber em quem estão votando. Além disso, os políticos se aproveitam das pessoas mais pobres e menos informadas para barganhar algo em troca de seus votos, garantindo eleição e reeleição, apenas em benefício pessoal.

Já o voto facultativo, deixaria o destino do país nas mãos de um pequeno número de eleitores, uma vez que muitos deixariam de votar desestimulados pelas mais variadas causas, como corrupção,  dificuldade de acesso às áreas de votação, desinteresse pela política etc.

Ai, entra a questão crucial: É melhor alguns votos com consciência do que muitos, onde diversos são comprados, desperdiçados (brancos e nulos) ou inconscientes?

 

A melhor resposta seria educação, informação para todos. Somente o esclarecimento é capaz de motivar o eleitor a se engajar politicamente, fazendo-o sentir o quanto sua participação consciente é importante para definir os rumos políticos do país. Desse modo, voto obrigatório ou não, não faria a menor diferença.

 

A Diretoria
 


 

EMPREGO E RENDA

 

Nos primeiros quatro meses do ano foram gerados 962.327 empregos. O número é quase igual ao total de vagas criadas em todo o ano de 2009, quando 995 mil postos foram gerados.

 

Assim, o ministro Carlos Lupi revisou suas previsões  a respeito do número de empregos a serem criados no Brasil em 2010. “Em setembro do ano passado eu disse que em 2010 iríamos gerar dois milhões de empregos. Agora, minha previsão é de que sejam gerados 2,5 milhões de novos postos de trabalho”, afirmou.

 

Além do crescimento nos empregos, o salário também melhorou. Houve um ganho real (que desconta o índice de inflação medido pelo INPC) de 4,37% nos primeiros meses de 2010, o que significa que a média da remuneração dos trabalhadores que entraram no mercado aumentou de R$ 782,53 para R$ 816,70.

 

O crescimento do mercado interno deve fazer com que 2010 seja um dos melhores anos para o emprego e para a renda do trabalhador. A expansão do crédito, a redução dos juros e a inflação baixa vão dar gás ao consumo doméstico e as obras públicas vão se acelerar. Haverá ainda injeção de recursos para a construção civil. Tudo isso vai ter reflexo nos setores de serviços e comércio e beneficiar a economia como um todo. A estabilidade na inflação também é um dos pontos mais importantes.

 

Além da demanda interna, o que deve estimular o emprego e a renda são os investimentos decorrentes de um ano eleitoral e as obras planejadas pelos setores público - como as dos programas PAC (infraestrutura) e Minha Casa, Minha Vida (habitação) - e privado.

 

O Brasil deve registrar em 2010 um dos maiores crescimento econômico dos últimos anos.  A previsão dos economistas é que o PIB cresça 5%. O governo já fala em até 5,8%, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Este será um dos melhores anos desta década para emprego e renda.

 

A Diretoria

 


 

RALO NA PREVIDÊNCIA

 

Mais uma vez dois assuntos que mexem e muito com o bolso dos aposentados estão em pauta, discutidos todos os dias pela mídia. Em menos de duas horas, na noite de 4 de maio o Planalto sofreu duas derrotas que, segundo cálculos dos técnicos do Câmara, criam uma despesa adicional de R$ 5,6 bilhões a partir do ano que vem - R$ 1,8 bilhão já terão de ser gastos neste ano.

 

O governo foi derrotado na votação da MP de reajuste das aposentadorias de valor acima de um salário mínimo. Os deputados aprovaram um índice de 7,7% e o fim do fator previdenciário a partir de 1.º de janeiro do próximo ano.

 

Infelizmente, mesmo que aprovadas nas duas casas legislativas, as medidas correm o risco de serem vetadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que informado das decisões da Câmara disse, segundo um auxiliar direto, que "não há eleição que me faça aprovar esses absurdos".

 

Absurdos que naturalmente não interferem em sua vida, apenas nas vidas de milhões de aposentados que vem a cada dia seu padrão de vida despencar, sem opções de voltar ao mercado de trabalho para manter sua dignidade, seja por velhice, seja por falta de saúde.

 

De fato, o gasto do governo será grande, mas os ralos da corrupção são maiores ainda e sugam muito mais. Não é justo tirar de quem já gastou sua vida servindo, enquanto outros tantos participam da farra do poder, enriquecendo ilicitamente e fazendo de tudo para não perder sua boquinha.

 

Fossem fechados os ralos da Previdência, certamente haveria dinheiro para as despesas necessárias.

 

A Diretoria


 

LIÇÕES DE CASA PARA O DIA DO TRABALHO 2010

 

Ano passado comemoramos o Dia do Trabalho sob o estresse provocado pela crise econômica. As expectativa não eram promissoras, o futuro nebuloso. Entretanto, o crescimento superior da economia brasileira em relação à média mundial, tanto em 2009 quanto em 2010, mostrou a robustez dos fundamentos econômicos do país e este ano as expectativas são excelentes.

 

Entretanto, para garantir um cenário positivo para a economia, o governo federal deverá fazer sua lição de casa, dando continuidade às políticas de estímulos ao consumo por meio de aumentos reais do salário mínimo e do Bolsa-Família - esses já garantidos - e continuar a expansão do crédito a juros mais baixos por meio do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

 

Quanto ao movimento sindical, a lição de casa envolve o desafio de fazer votar a agenda pendente no Congresso, que inclui os projetos que tratam da regulamentação da terceirização, estabilidade do dirigente sindical, da redução da jornada, custeio das entidades sindicais, mediante a contribuição assistencial, fim ou da flexibilização do fator previdenciário; e conseguir eleger, neste ano eleitoral, políticos compromissados com os interesses dos trabalhadores.

 

Fazer com que estas “lições de casa” se transformem em projetos concretos exigirá muita mobilização e unidade das lideranças sindicais e dos trabalhadores. A oportunidade está aí á nossa frente. A hora é agora!

 

A Diretoria


 

DESAFIOS PARA AGORA

(Boletim do DIAP nº 234)

 

O Movimento Sindical brasileiro terá três grandes desafios em 2010:

 

1º) Votar a agenda pendente no Governo Lula.
2º) Eleição de um aliado dos assalariados para a sucessão presidencial.
3º) Eleger uma grande bancada de deputados e senadores compromissada com a classe trabalhadora.

 

O primeiro desafio, que também é o mais urgente, consistirá em criar as condições para a votação conclusiva de cinco pontos da agenda sindical até julho, período útil de atuação do Congresso neste ano eleitoral, para que sejam transformados em lei ainda durante o Governo Lula.

 

Os projetos tratam da regulamentação da terceirização, que será enviado ao Congresso entre fevereiro e março; da estabilidade do dirigente sindical, já aprovado no Senado e sob exame da Câmara; da redução da jornada, que aguarda inclusão em pauta para votação no plenário da Câmara; do custeio das entidades sindicais, mediante a contribuição assistencial também já aprovado no Senado e aguardando manifestação da Câmara; e do fim ou da flexibilização do fator previdenciário, em debate na Câmara.

 

A urgência da votação dessas matérias se justifica pelo fato que o futuro presidente - seja ele ou ela quem for - não terá o mesmo conhecimento e sensibilidade do presidente Lula com o movimento sindical e os trabalhadores.

 

Além disso, as condições serão favoráveis, tanto do ponto de vista político, pela unidade das centrais e o apoio do Governo, quanto sob a ótica econômica, já que o País terá um crescimento superior a 5% este ano.

 

O segundo desafio, o mais estratégico de todos, será apoiar e contribuir para eleger para a Presidência da República alguém identificado com as bandeiras dos trabalhadores, a partir do compromisso com uma plataforma comum do movimento, já que dificilmente terá alguém oriundo do movimento sindical com chances de eleição e com o mesmo nível de comprometimento do presidente Lula.

 

Pelo fato de ser a candidata de Lula e representar a continuidade da linha programática do Governo, a ministra Dilma tende a ser o nome natural, embora o movimento sindical saiba que num eventual Governo dela não terá o mesmo nível de interlocução e prestígio que possui com o atual presidente da República.

 

O terceiro desafio, extremamente importante, é eleger aliados dos trabalhadores para a Câmara e o Senado, seja para apoiar as propostas de um eventual Governo identificado com a pauta dos trabalhadores, seja para fazer oposição quantitativa e qualitativa a um eventual presidente refratário à agenda trabalhista e sindical.

 

A presença de sindicalistas no Congresso, tanto na Câmara quanto no Senado, vem diminuindo nas últimas eleições.

 

A sorte dos trabalhadores é que durante os governos Lula, especialmente nesta última legislatura, contou com lideranças comprometidas e de expressão no exercício do mandato parlamentar, como o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) e o senador Paulo Paim (PT/RS), para liderar a resistências às investidas neoliberais da bancada empresarial.

 

Os desafios, portanto, são múltiplos e complexos. Transformá-los em realidade exigirá muita mobilização e unidade das lideranças sindicais, especialmente das centrais sindicais.

 

A Diretoria

 


 

SINDICALISMO ELETRÔNICO

 

Baseado no texto do Prof. Hermes Augusto Costa

Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Centro de Estudos Sociais

 

A necessidade de colocar a comunicação a serviço dos trabalhadores não constitui um anseio novo e hoje trata-se de maximizar ferramentas da era digital, como o email, as bases de dados eletrônica, o celular, o SMS, videoconferência, fotografias digitais, grupos de discussão online, chats online, publicações online, estações de rádio online, blogues etc, pois tais ferramentas anunciam novas e mais instantâneas formas de comunicação.

 

Mas o "sindicalismo eletrônico" ainda não está bastante disseminado no dia a dia do sindicalista comum e dos trabalhadores.  É um fato que a Internet ajuda a superar problemas que o sindicalismo tem enfrentando durante décadas, como por exemplo o acesso fácil rápido e barato a idéias portadoras de uma visão democrática do mundo, bem como a leitura ou reimpressão de trabalhos que de outra forma ficariam perdidos nos arquivo. A digitalização de milhares de livros, revistas e panfletos publicados pelo movimento sindical ao longo do último século constitui uma contribuição inestimável à comunicação entre o movimento e o trabalhador.

 

Além disso, a funcionalidade dos portais reside também na capacidade de transposição permanente, atualizada e rápida, para o ciberespaço das denúncias das violações dos direitos trabalhistas e sindicais, reforçando online os protestos, as lutas e as campanhas sindicais, bem como todo o tipo de informações de interesse para o movimento sindical. O email, quando comparado com o fax, é mais confiável, mais rápido, mais barato, mais móvel (pode-se acessar a partir de diferentes computadores), convida ao diálogo etc. As bases de dados online são úteis para os sindicalistas porque são facilmente atualizáveis; são freqüentemente gratuitas; admitem a pesquisa por palavras-chave; podem ser integradas a outras ferramentas; permitem a difusão de informação de forma ampla etc.

 

Hoje, no Brasil, a penetração da Internet já supera a tiragem dos jornais Os telecentros, as lanhouses e os programas de financiamento de computadores aliados a políticas municipais de abertura de sinais wireless (sem fio) gratuitos, certamente estão permitindo que a Internet avance em direção à maioria da população excluída.

 

Assim dizer que a internet pertence a todos significa o reconhecimento que ela pode ser usada como instrumento de luta coletiva, que bem utilizada pode obter enormes resultados práticos.

 

A Diretoria


 

Cem anos de luta das Mulheres pela Igualdade

 

No dia 8 de março, vamos celebrar o centenário do Dia Internacional da Mulher, 100 anos que marcam no calendário mundial a luta contra as desigualdades, a exploração e a violência contra as mulheres em todo mundo.

 

É importante conhecer a nossa história para que possamos compreender o nosso presente. O dia 8 de março não foi escolhido aleatoriamente no calendário, bem como a cor lilás não está relacionada às mulheres por ser delicada ou singela.

 

Em 1857, em Nova York (EUA) operárias tecelãs organizaram-se reivindicando o direito à redução da jornada de trabalho e melhores condições de trabalho, durante a greve o edifício onde elas estavam foi incendiado e dezenas de mulheres morreram de forma trágica. Em homenagem à luta destas trabalhadoras, a ativista pelos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs durante a II Conferência de Mulheres, realizada em 1910 na Dinamarca, que o dia 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher e a cor lilás fosse adotada como o símbolo do movimento feminista.

 

E, exatamente no ano em que comemoramos o centenário desta data a redução da jornada está no centro das reivindicações dos trabalhadores, em plena discussão no Congresso Nacional. A redução da jornada sem redução salarial é exigida pelos trabalhadores brasileiros porque, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida, propiciará mais tempo ao lazer, ao estudo, qualificação profissional e à saúde, além de ajudar na geração de cerca de dois milhões de novos postos de trabalho, segundo estudos elaborados pelo Dieese.

 

Diminuir a jornada de trabalho assalariado trará a mulher os mesmos benefícios que aos homens, ou seja, tempo para renovar-se de forma qualitativa para o trabalho e melhorar a qualidade de vida tendo mais tempo para o cuidados com os filhos; descanso; aperfeiçoamento profissional; lazer e cultura; saúde e etc. A igualdade de gênero no mercado de trabalho também precisa ser equilibrada e para isso é necessário uma repactuação dos papéis sociais nas relações de trabalho.

 

As mulheres merecem usufruir do seu direito de serem tratadas com igualdade perante qualquer um na sociedade. Por isso a luta continua.

 

A Diretoria


 

EXAME DO MÍNIMO

(João Guilherme Vargas Netto - Consultor Sindical)

 

"A revista Exame de 27 de janeiro publicou uma grande matéria sobre o salário mínimo demonstrando como a política de aumento acima da inflação nos últimos anos o fez atingir o maior patamar da história aumentando o consumo dos trabalhadores e aposentados pobres.

 

Além do gráfico que ilustra a evolução do salário mínimo e indica que o valor de R$ 510 vigentes é o mais alto desde 1940, a reportagem indica quantas cestas básicas é possível comprar com ele (0,97 em janeiro/2003 e 1,81 em jan/2010, por exemplo).

 

Estes ganhos são diretamente apropriados por 26 milhões de pessoas, entre trabalhadores da ativa (8,7 milhões) e aposentados (17,2 milhões), segundo a revista.

 

Imediatamente após a matéria há a coluna de J.R. Guzzo, diretor editorial da revista, com o sugestivo título "a razão, afinal, venceu". O jornalista escreve, com todas as letras, que "durante décadas ouvimos dizer que os salários não poderiam aumentar sem trazer o caos na economia.

 

Mas eis que o valor do mínimo bate recorde e a inflação só cai". Mesmo comentando que um mínimo de R$ 510 (US$ 300) é equivalente a 1/6 do mínimo legal vigente nas principais economias da Europa, Guzzo afirma que "o problema, enfim, está sendo resolvido. Já é um feito a comemorar".

 

A única grande falha da reportagem e da coluna é que se comemora o milagre, mas se omite o santo. A unidade das centrais sindicais em torno do objetivo de aumentar o valor do mínimo e a persistência com que perseguiram este objetivo (ano passado, por exemplo, em fevereiro garantindo 12,05% de aumento em plena histeria da crise) não são reconhecidas. E mereciam ter sido, dadas a qualidade da matéria e da coluna.

 

Os avanços do salário mínimo têm garantido as maiores vitórias sindicais dos trabalhadores brasileiros. Alicerçados nas iniciativas positivas e anticíclicas do governo e principalmente do presidente Lula, as centrais, assumindo o protagonismo da luta pelo salário mínimo confirmam seu grande papel social e uma concepção sindical generosa e não corporativa.

 

O salário mínimo é o piso salarial nacional de todos aqueles trabalhadores e aposentados que não participam ativamente da vida sindical, através de sindicatos de categorias organizadas e fortes, que têm pisos profissionais superiores ao mínimo. Ao se orgulharem de seu papel na luta pelo mínimo, o "feito a comemorar", as centrais demonstram, na unidade, sua preocupação e atuação sociais amplas.

 

É hora do Supremo Tribunal Federal reconhecer isto!"

 

Fazemos da lúcida explanação do consultor sindical, nossas palavras.

 

A Diretoria


 

40 HORAS EM PAUTA

Novamente os trabalhadores estão se movimentando para colocar em votação a PEC das 40 horas. O ano legislativo começou oficialmente em 2 de fevereiro, dia em que cerca de 1500 sindicalistas já estavam em Brasília para intensificar a pressão sobre os parlamentares, cobrando mais empenho das lideranças partidárias para definir uma data, para votação em plenário da emenda.

O presidente da Casa, Michel Temer assumiu compromisso de intensificar a conversa com parlamentares da banca empresarial, para aparar arestas e abrir caminho para a aprovação negociada da proposta. A bancada do  PDT prometeu obstruir as deliberações do plenário, até que seja marcada uma data para a votação.

Do outro lado o lobby empresarial está a todo vapor. Os patrões não estão dispostos a a reduzir suas margens de lucro. Não enquanto continuarem a analisar a questão da seguinte forma: menos horas trabalhadas + horas extras caras = mais empregados + mais gastos = menos lucros.

O que não é verdade. Existem hoje no Brasil cerca de 24 milhões de trabalhadores no mercado formal, dos quais 70% trabalha acima de 40 horas semanais, ou seja, cerca de 17 milhões. Estima-se que a redução da jornada pode gerar 2 milhões de novos empregos e um impacto de apenas 1,9% no caixa das empresas.

Assim, 2 milhões de novos consumidores = aquecimento do mercado + consumo de mercadorias e serviços = maior incremento da cadeia produtiva = lucros maiores.

Sabemos que não vai ser fácil aprovar a PEC, mas temos a experiência acumulada de mais  de um século de lutas, unidade política, força e vontade de enfrentar qualquer inimigo que  queira barra a possibilidade de aprovação da proposta no Congresso. Estamos preparados.

A Diretoria


 

ELEIÇÕES 2010

 

Do jeito que o tempo parece correr, num piscar de olhos as eleições estarão a nossa frente. É pouco tempo para analisarmos aqueles que vamos eleger para as Câmaras Estaduais, Federal, Governos Estaduais e Presidência da República.

 

Nos bastidores o debate político está a pleno vapor, com as acusações de praxe em andamento. Governo acusa oposição de só pensar e agir em função de retomar a presidência e a oposição acusa governo de atitudes e ações eleitoreiras para conservar a presidência.

 

As discussões sobre as regras para o processo eleitoral estão fervilhando, principalmente no quesito internet e pesquisas eleitorais, assim como corre solta a especulação sobre os possíveis candidatos. Certa mesmo é a candidatura de Dilma Roussef pelo PT, para a presidência.

 

O eleitor deverá ficar atento e conferir todas as propostas, exercendo seu voto com responsabilidade. Antes de votar deve conferir o histórico político do candidato e conceder seu aval aquele que preencha os requisitos para obter sua confiança.

 

Deve lembrar que o voto é o principal agente de mudança da sociedade e todos os escândalos políticos que foram relatados nos últimos anos devem servir de alerta para escolhermos com consciência os nossos representantes.

 

Não podemos continuar elegendo políticos com ambição desmedida, cheios de vícios que fazem de seus cargos uma ponte para exercer o nepotismo e a corrupção.  É necessário ficar atento para campanhas eleitorais milionárias, na qual os candidatos esbanjam dinheiro para eleger-se e depois passam a extorquir a sociedade para encher novamente seu caixa dois.

 

Todo cuidado é pouco e a recente história política nacional deve nos servir de exemplo para exercitarmos nossa cidadania com extrema consciência. O primeiro turno das eleições acontecem dia 3 em outubro e o segundo turno em 31/10/2010.

 

A Diretoria

 


 

A NOVA CARA DO BRASIL

( Caderno Perspectivas - A Tribuna 27/12/09)

 

"No futuro 2009 talvez venha a ser conhecido como o ano em que o Brasil mostrou sua nova cara ao mundo. De eterno gigante adormecido, parece que passamos a figurar, definitivamente, entre os personagens mais importantes do cenário mundial. "A crise que assolou o planeta, por mais paradoxal que seja, empurrou o Brasil ladeira acima" (Delfim Neto). Um dos combustíveis para essa subida foi o mercado interno. "O consumidor brasileiro ajudou a remar contra a maré" (Armínio Fraga).

 

Do exterior, a visão é ainda mais encorajadora. O Brasil será a quinta economia do mundo em 2020, prevê relatório do Banco Mundial. Até quem nunca foi muito de nos elogiar, decidiu entrar na onda. "Emergente não. O Brasil já emergiu", afirmou Jamie Dimon, presidente do JP Morgan.

 

Alguns números reforçam tais expectativas. nos últimos anos mais de 20 milhões de brasileiros ingressaram nas classes C e D. Grandes empresas, como a GE, esperam pela primeira vez em 80 anos, faturar mais no Brasil (...). Em abril, no auge da crise a revista inglesa The Economist afirmou que diferentemente da maioria dos países, o crédito brasileiro foi mordiscado, mas não triturado. "Em comparação com o contexto anterior, no qual o Brasil sofria uma parada cardíaca a cada estresse de outras economias, isso é impressionante", dizia o texto.

 

Já para o The Guardian, que em agosto publicou um caderno de 20 páginas sobre o país, os números vão de bons a espetaculares: 1,4 milhão de empregos criados todos os anos; mais de US$ 100 bilhões em reservas (que excedem a dívida externa e tornam o Brasil credor internacional); 4,7% de inflação, o que é manso pelos padrões brasileiros; 4% de crescimento econômico e uma ligeira aproximação na diferença com a China. Ah, e no ano passo o mercado de ações cresceu 60%. para o periódico britânico, "quando o mundo pega uma gripe, o Brasil não mais pega uma pneumonia, (...) o futuro ainda não chegou, mas está mais perto agora do que já esteve em várias gerações"."

 

Não tem nada melhor que encerrar o ano com boas perspectivas. O balanço do início do século 21 já se mostra positivo para o país. Aliás, acreditamos que o futuro só não chegou porque ele está sempre à frente, mas o Brasil já é o país do PRESENTE! E muitas coisas boas ainda estão por vir! Receba 2010 de portas abertas e um sorriso no coração!

 

A Diretoria


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