Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos no Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias,

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AO PÉ DA ORELHA

 

 

 

CONSCIÊNCIA ELEITORAL

 

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Ibope aponta que 26% da população não estão interessados nas eleições de outubro, quando os brasileiros irão às urnas para eleger presidente, governador, senador e deputados. Conforme a pesquisa, 16% dos entrevistados disseram estar “muito interessados” nas eleições deste ano, 29% responderam “interesse médio" e 29% avaliaram ter “pouco interesse”.

 

Chama atenção um quarto da população dizer que não tem interesse nas eleições, pois demonstra uma insatisfação muito grande com os rumos do Brasil. Estes “desiludidos” deixam de perceber que as mudanças estão nas mãos daqueles que elegem. Por isso, mais do que nunca, a classe laboral precisa estar atenta neste momento, não permitindo que o desâmino ganhe espaço.

 

É preciso que o movimento sindical incentive os trabalhadores para que exerçam seu direito ao voto, pois, mais do que eleger pessoas, estaremos escolhendo projetos, programas e preceitos constitucionais e legais. Em eleições de âmbito nacional, os políticos eleitos têm a prerrogativa de alterar a Constituição e as leis do país, podendo contribuir para garantir a efetividade dos direitos ou utilizar esses poderes para impor retrocessos nas conquistas econômicas e sociais, dependendo do lado ao qual estão engajados. O setor patronal está plenamente consciente desse fato e estima que a cada trabalhador que se abstenha das urnas, contabilizará dois votos a mais para sua causa.

 

O voto consciente é um importante instrumento para ampliar o poder de escolha e decisão do trabalhador dentro das casas legislativas e executivas, através de representantes aptos e dispostos a lutar contra a corrupção e os escândalos que criam desilusões e afastam os eleitores do exercício do direito de voto, além de afugentar da disputa eleitoral cidadãos honestos. 

 

A omissão abre caminho para que políticos engajados com o setor patronal sejam eleitos, conquistando seus interesses, que na maioria das vezes bate de frente com os interesses dos trabalhadores e pior ainda, faz com que políticos inescrupulosos sejam eleitos e coloquem seus interesses particulares, e de grupos por eles apoiados, acima dos interesses coletivos.

 

Trabalhador, seu voto fará uma enorme diferença, tenha certeza!

 

A Diretoria


 

Está em nossas mãos proteger nossas crianças!

 

As notícias que mostram violência explícita contra crianças e adolescentes ou violações às regras que as protegem, comumente praticadas por pessoas ou instituições que deveriam zelar pela integridade e vida desses cidadãos emergentes, estão se tornando a cada dia mais comuns e mais cruéis.

 

O “Mapa da Volência” mostra que aumenta aceleradamente o índice de mortalidade de crianças e adolescentes por fatores externos, como homicídios, suicídios, mortes no trânsito ou quedas fatais, um crescimento assustador, que exige ações eficazes para ser refreado.

 

E, mais uma vez a solução passa pela educação de nossos cidadãos, ainda pobre e falha, que os faz acreditar que a sociedade ou o poder público não devem se meter na forma como as pessoas educam seus filhos e que a violência é uma punição aceitável. As pessoas foram criadas desta forma e acabam repassando isso, ficando inertes quando casos chocantes aparecem, sentindo talvez um pouco de indignação, mas não denunciando ao observar o mesmo comportamento em famílias próximas.

 

A situação é gravíssima e nesse caso a responsabilidade é de todos. As instituições precisam fazer funcionar efetivamente a rede de proteção para minimizar esse quadro, além de produzir campanhas educativas de massa, com vistas a esclarecer e conscientizar os pais e agentes fundamentais, como professores e escolas, por exemplo, que precisam ser instruídos a observar comportamentos suspeitos ou atitudes que não condizem com a idade e outros fatores.

 

Um bom exemplo é a campanha “Está em minhas mãos proteger nossas crianças”, que a Unicef e o Conselho Nacional de Justiça lançaram em18 de maio, quando foi celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

 

A campanha convida brasileiros e estrangeiros a ficarem atentos e denunciarem casos de violência contra crianças e adolescentes durante a Copa do Mundo. O principal elemento da campanha é o aplicativo “Proteja Brasil” para smartphones e tablets. A partir do local onde o usuário está, o app indica telefones para denúncias e endereços de delegacias, conselhos tutelares, Varas da Infância e Juventude e organizações que ajudam a combater e reprimir a violência contra a infância e adolescência nas principais cidades brasileiras.

 

Por isso, fique atento e denuncie, qualquer situação que coloque em risco o desenvolvimento pleno de uma criança ou adolescente, que pode ser uma forma de violência. Ela pode ocorrer dentro e fora de casa. Entre as violências mais comuns sofridas por crianças e adolescentes estão: negligência, abandono, discriminação, agressões físicas e psicológicas, trabalho infantil, abuso e exploração sexual. Faça sua parte.

 

A Diretoria


 

A EXPLORAÇÃO DO HOMEM PELO HOMEM

 

Embora muitos avanços tenham acontecido nos últimos 5 mil anos para a humanidade, muitas das coisas ruins que aconteciam, continuam acontecendo. Falamos da exploração do homem, pelo homem.

 

Embora existam inúmeras leis para conter as ações predatórias dem sociedade, a exploração de mão de obra, a exploração de mulheres, a exploração de crianças e adolescentes ainda é prática comum nos dias de hoje, seja em países desafortunados ou países ricos.

 

Descobrir, conquistar, dominar e explorar tem sido ao longo de milhares de anos a meta das civilizações mais fortes, que descobriram inúmeros meios de ludibriar a lei, impor e disfarçar seus métodos de exploração.

 

E haja imaginação para lucrar explorando! O corpo de uma mulher pode ser vendido vezes sem conta; crianças são vendidas pelos pais para os mais diversos fins; adolescentes são sequestradas para servir como moeda de troca de terroristas; crianças são obrigadas a se casarem aos 7, 8 ou 9 anos de idade para aumentar o patrimônio de suas famílias;  explora-se intelectualmente, afetivamente, explora-se através da credibilidade, da deseducação, e vai por aí, uma vez que a legislação sozinha é incapaz de conter tantos abusos.

 

O fato é que em pleno século 21 a exploração do ser humano continua prosperando, sendo praticamente a base sobre a qual foi assentada e economia de nossa sociedade. Uma das principais consequências disso é a grande desigualdade social que vivemos.

A luta para vencer este paradigma é grande. Exige muito engajamento e consciência, exige olhar não apenas para ver, mas também para enxergar e compreender, exige que olhemos para nós mesmo e nos façamos esta pergunta indigesta: guardadas as devidas  proporções, somos explorados ou exploradores? 

 

A Diretoria


 

DEMANDA POLÍTICA E CULTURAL

 

No final de abril a Câmara discutiu em audiência pública a proposta que cria mecanismos de garantia de igualdade entre os gêneros para coibir práticas discriminatórias nas relações de trabalho - PL 6653/09, do deputado Assis de Melo (PCdoB-RS).

 

Qualquer ocasião que se apresente para refletirmos sobre este assunto, deve sempre ser aproveitada, afinal, em pleno século XXI e apesar de presentes na legislação brasileira regras destinadas à prevenção de práticas agressivas à dignidade das mulheres, elas ainda são alvo de discriminação no mundo do trabalho.

 

O PL visa traduzir em lei os princípios constitucionais que asseguram às mulheres o direito ao livre desenvolvimento profissional, sem prejuízo de sua vida pessoal; a permanência no emprego através do combate a todas as formas de discriminações em razão de sexo, orientação sexual, diferenças de etnia e de raça, entre outros.

 

Assim, neste momento, o debate deve ser intensificado, para que o clamor do movimento de mulheres possa ser ouvido e considerado pela Casa Legislativa, superando as pressões empresariais contrárias, que atrasam a aprovação desta pauta, em tramitação desde 2009, pois, muitos patrões acreditam que seriam penalizados, uma inverdade uma vez que o projeto deve apenas efetivar as conquistas legais já asseguradas pela CLT desde a década de 30, possibilitando uma sistematização dos direitos da trabalhadora e, evidentemente, punindo quem descumpri-la.

 

Infelizmente a questão de gênero, além de demandar uma árdua luta no campo político, ainda demanda um enorme esforço de mudança no campo cultural, setor onde se manifesta de forma contundente esta diferença. Ainda vivemos uma sociedade machista, patriarcal, sexista, onde há uma divisão sexual do trabalho, onde o trabalho dos homens é muito mais valorizado do que o das mulheres, onde as mulheres recebem remuneração menor e têm dificuldade de acesso a cargos de alto nível e ao empoderamento.

 

A Diretoria


 

AS MULHERES TRABALHADORAS E O 1º DE MAIO

 

Aproxima-se o Dia do Trabalho e as mulheres tem mais um motivo para comemorar, pois, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - Caged, o salário médio de admissão de mulheres no mercado de trabalho teve um aumento de 2,72% no primeiro trimestre de 2014, ligeiramente superior ao dos homens que teve um aumento de 2,51%, e do índice geral no período, cujo crescimento foi de 2,49%, além disso sua participação no mercado continua subindo. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também apontam que as mulheres são há quase uma década a maioria nas universidades brasileiras e costumam investir mais em educação que os homens.

 

Assim, embora o  nível de desigualdade entre os gêneros no mercado de trabalho ainda seja aviltante, melhorias são alcançadas paulatinamente, mas apesar dos diversos avanços conquistados percebe-se uma série de permanências e desafios a serem enfrentados pelas mulheres no mercado como as difereças salariais, a segmentação ocupacional, a dupla jornada e a escassez de políticas que ajudem a conjugar o trabalho de reprodução e aquele voltado para o mercado.


Uma das mais importantes ferramentas de trabalho do movimento de mulheres nesta luta tem sido o incessante debate sobre a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho brasileiro que  incentiva a sociedade e o poder público a refletir e agir sobre o assunto.

 

Em 2014, os desafios para o governo, para o Congresso Nacional e para a sociedade são a regulamentação do trabalho doméstico, igualdade de remuneração e de oportunidades no mercado e a repartição desigual entre homens e mulheres das atividades do lar.

A luta por igualdade entre homens e mulheres é um desafio não apenas do movimento de mulheres, mas de toda a sociedade brasileira, que aspira por uma democracia de fato e de direito. Neste primeiro de maio os trabalhadores mais uma vez vão mostrar a força de sua unidade e as mulheres trabalhadoras, sem dúvida, estarão participando de todas as comemorações.

 

A Diretoria

 


 

MACHISMO INACEITÁVEL!

 

Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), causou espanto entre os próprios pesquisadores pelo fato de 65% dos entrevistados dizerem concordar com a frase "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", algo que deixa claro para os autores do trabalho a forte tendência de culpar a mulher nos casos de violência sexual.

 

Espanto é pouco, poderíamos utilizar também as palavras incredulidade, deseducação e temor, quando verificamos que entre os entrevistados para a pesquisa, 66,5% eram mulheres. Isto significa que os homens ainda comportam-se com um machismo cultural inaceitável e as mulheres concordam e assumem este tipo de comportamento deles, em relação a elas, como se as mais “atrevidas” (nessa visão deturpada) precisassem de algum tipo de corretivo, sendo a própria responsável pela violência sofrida.

 

Não há outra alternativa de pensamento quando vemos que grande número de pessoas diz concordar com a frase: “se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”.

 

O fato é que muitas mulheres contribuem para este quadro tão alarmante, inconscientemente, por falta de educação em casa ou na escola há gerações. Elas crescem em meio a valores distorcidos e não são capazes de educar seus filhos para a igualdade dos gêneros, sejam eles “machos” ou “fêmeas”.

 

Esta é a dura realidade que vivemos, principalmente nas camadas mais pobres das brasileiras, que não conseguem chegar a um curso superior, ter acesso à leitura e a discussão de idéias. Mas não significa que será sempre assim. Embora lentamente os movimentos de mulheres estão conquistando avanços, cientes de que cabe a elas, principalmente, mudar este quadro. A lei Maria da Penha, as campanhas e as cotas para a participação delas na política e todas as demandas da luta feminista são provas disso. Talvez ainda demore, mas o caminho está sendo trilhado.

 

Obs.: O Ipea retificou o índice divulgado, baixando de 65% para 26%,  o que não invalida as considerações tecidas, uma vez que o índice ideal seria zero%.

 

A Diretoria

 


 

O PREÇO DA DESIGUALDADE!

 

Os organismos de políticas para as mulheres (OPMs) estão presentes em todos os estados e no Distrito Federal e 70% deles possuem recursos específicos para a promoção da igualdade entre mulheres e homens. As conclusões são da mais recente Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic), relativa ao ano de 2013, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).

 

A pesquisa também identificou os tipos de serviços prestados pelos OPMs. Todos se dedicam à articulação com outras secretarias estaduais para a incorporação de políticas para as mulheres em suas ações, como orienta o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM); 92% deles realizam políticas de capacitação; 88% executam diretamente políticas públicas para as mulheres, e 74% realizam articulação de políticas também com os municípios. Entre as políticas executadas diretamente, destacam-se as relativas à violência, trabalho e segurança pública.

 

As delegacias especializadas no atendimento às mulheres (DEAMs) estão presentes em todos os estados do país, totalizando 421 unidades. Além delas, existem 110 núcleos especializados no atendimento às mulheres em delegacias comuns.

 

Esta é uma boa notícia, principalmente quando se leva em conta o tamanho do país e o fato de que as mulheres são, efetivamente, a nova força que impulsiona o Brasil. Mas ainda há muito por fazer para que se alcance a efetiva igualdade entre os gêneros.

 

Os inúmeros programas do governo e a força do movimento de mulheres tem alavancado o crescimento feminino na economia brasileira, a exigência de respeito às diferenças delas e mais dignidade no trato com elas. Mas ainda falta bastante para vencer o “machismo” que não gosta nada de ser desafiado, mas detesta mais ainda colocar a mão no bolso. Esta pode ser a "fraqueza" que ajude esta situação mudar, uma vez que pagar a conta da desigualdade entre os gêneros, hoje em dia, provoca um rombo enorme no orçamento da família, da empresa e dos governos.

 

A Diretoria

 


 

OCUPANDO SEU LUGAR DENTRO DO Sindicato!

 

"Hoje, a mulher não resume sua vida aos afazeres domésticos; ao contrário, encara o mercado de trabalho e a competitividade em todas as áreas, provendo seu sustento e em muitos casos até o de sua família.

 

Está envolvida em questões de governabilidade e processos decisórios; ética ambiental e responsabilidade; militarismo; assuntos econômicos globais como comércio e dívida externa; pobreza, direitos sobre a terra e segurança alimentar; os direitos das mulheres, saúde reprodutiva e meio ambiente; biodiversidade e biotecnologia; energia; ciência e tecnologia; o poder das mulheres como consumidoras; informação e educação, tudo para buscar uma qualidade de vida melhor e mais humana.

 

Apesar disso, entretanto, quando se trata da presença feminina nos sindicatos, de cada 100 brasileiros sindicalizados, pouco mais de 36 são mulheres. Esta baixa participação acontece tanto na composição do quadro associativo, quanto nas diretorias sindicais.

 

Para ocupar o lugar que por direito lhes pertence na militância sindical, como trabalhadoras que são, as mulheres têm de vencer dois grandes desafios: o primeiro é a questão  cultural  de que sindicato é lugar para homem e o segundo é realizar a adaptação do ambiente sindical hoje organizado como um lugar para machos, construído com base na ideologia patriarcal.

 

Uma disputa e tanto que as mulheres vêm encarando com coragem, quando enfrentam até 3 jornadas diárias (a do trabalho,  a doméstica e a militância), conquistando passo-a-passo através das negociações coletivas garantias ausentes na legislação, melhores condições de trabalho, criação de mecanismos para impedir a discriminação, além de ampliar os direitos já previstos na lei. Embora restritas a algumas categorias, estas cláusulas abrem espaço para a negociação em outras frentes.

 

As mulheres EAA (empregadas de agentes autônomos) têm participado ativamente da construção de uma nova ordem sindical, influindo nas políticas e práticas sindicais, preenchendo os espaços nas entidades que já contam com uma secretaria da mulher, exigindo a sua criação naqueles que ainda não acordaram essa realidade, capacitando-se para a disputa de cargos eletivos e estando prontas para assumir posições de liderança.

 

Lugar de mulher é também no seu Sindicato!"

 

Este editorial foi publicado no dia 5 de março de 2006. Passados 8 anos, as mulheres ainda não ocupam os lugares que por direito lhes pertencem dentro das organizações sindicais, pois, muitas destas entidades ainda continuam despreparadas para oferecer às mulheres, as mesmas oportunidades que oferecem aos homens.  Mas, embora lentamente este quadro está sendo modificado. Mulheres tem assumido a presidência e outros cargos de importância dentro da estrutura sindical e as secretarias da mulher estão sendo implantadas.

 

É um avanço lento, mas é um avanço que está exigindo que o movimento sindical se posicione quanto ao papel do sindicato na questão de gênero, ou seja, se o sindicato tem apoiado a maior participação da mulher no meio sindical, seja por meio de cursos de formação política ou em outra forma de atuação que possibilite a inserção das mulheres nas diretorias e a formação de líderes que irão redirecionar as posturas no interior dos sindicatos, no sentido de maior discussão e apoio a mulher trabalhadora. O caminho está sendo trilhado!
 

A Diretoria


 

AUMENTA A REPRESENTAÇÃO POLÍTICA DAS MULHERES

 

As mulheres estão vencendo batalhas na busca pela igualdade na representação política. Em 12 meses, contados desde outubro de 2012, a filiação feminina a partidos políticos representa 64% das 136 mil pessoas que ingressaram nas mais de 30 legendas no período. Embora o número de filiações do sexo feminino, nos dois últimos anos, tenha pela primeira vez ultrapassado o do sexo masculino, segundo dados da Procuradoria Especial da Mulher do Senado e da Justiça Eleitoral, os homens ainda dominam a política. Do total de 15,1 milhões vinculados a alguma legenda, 8,4 milhões são homens e 6,7 milhões são mulheres, com uma representação feminina de 9% na Câmara dos Deputados e  10% no Senado Federal, embora o percentual de eleitoras supere 51%.

 

Estes, entretanto, são dados de grande relevância na luta do movimento de mulheres, que enfrenta uma árdua missão para fazê-las participar da vida partidária política. Afinal, não é nada fácil para elas enfrentarem pelo menos três jornadas de trabalho (no lar, no trabalho e no partido), para poder participar da vida pública. 

 

Assim, a missão para eleger mais mulheres requer uma participação intensa junto aos partidos, garimpagem de mulheres que tenham  conhecimento político e comprometimento com as questões de gênero além do convencimento de novas filiadas a se candidatarem aos cargos eletivos. Independente da questão ideológica ou partidária, as mulheres comungam das mesmas  necessidades, como equidade de gênero, combate à violência, saúde de qualidade, habitação, educação em tempo integral, mobilidade urbana, espaço no mercado de trabalho, salários iguais, entre outras questões.

 

Assim, faz-se urgente a participação de mais mulheres na vida sindical (não temos uma mulheres presidindo uma central)e na política brasileira, afinal  ninguém melhor do que elas para saber dos problemas que as afligem e quais são as melhores soluções. Sacrifícios são exigidos, sim, mas sacrifício é o que inúmeras gerações de mulheres tem feito ao longo de mais de um século de luta, para defender seus direitos.

 

Este é um ano eleitoral, uma excelente oportunidade para mudar um pouco mais as estatísticas, em favor do movimento de mulheres.

 

A Diretoria

 


 

MAIS ESCOLARIDADE NÃO GARANTE MELHOR SALÁRIO PARA AS MULHERES

 

As meninas representam 54% da população mundial fora da escola. Os dados estão no 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco.

 

Nos países de renda média e alta, é mais comum haver equilíbrio entre os dois sexos. Nos casos de disparidades, a situação se inverte e prejudica mais os meninos quando se refere aos níveis da educação secundária, indica o relatório.

 

É o que ocorre no Brasil, onde há equilíbrio entre meninos e meninas na escola e a situação chega a ser inversa. Esta é uma excelente notícia para as mulheres brasileiras, mas isto, não facilita para elas o acesso a iguais condições de trabalho no mercado.

 

O fato das trabalhadoras disporem de credenciais de escolaridade superiores aos seus colegas, não tem se revertido em ganhos semelhantes, pois os dados deixam claro que homens e mulheres com igual escolaridade não tem rendimentos iguais, uma vez que eles sempre obtém maiores salários que elas.

 

Embora exercida com discrição a discriminação existe e ser casada ou solteira, ter filhos ou não, ser branca ou negra, influencia na composição do salário oferecido, um quadro que precisa ser modificado, pois é cruel e injusto.

 

Cabe ao governo e sociedade criar mecanismos que permitam às mulheres exercerem os diferentes papéis que lhes cabem na organização da nossa sociedade, de modo que não sejam prejudicadas por sua própria biologia, uma vez que escolaridade, talento e competência não lhes faltam.

 

A Diretoria

 


 

Sexting (contração de sex e texting) é um anglicismo que se refere à divulgação de conteúdos eróticos e sensuais, com imagens pessoais enviadas através da internet utilizando-se qualquer meio eletrônico, principalmente smartphones. É uma prática cada vez mais comum entre jovens e adolescentes.

 

As pessoas em geral,  e principalmente os adolescentes, praticam o sexting para se exibirem, para seduzir alguém, para mostrar interesse em alguém ou para demonstrar compromisso. Mas, quando o relacionamento termina e a parte que se sente ofendida fica com a posse de materiais altamente comprometedores, começa o grande problema.

 

Na maioria das vezes, com o intuito de prejudicar o outro, uma foto é enviada  para a web, e uma vez postada não há como controlar essa imagem,  é impossível pegá-la de volta. Qualquer um que a receba pode encaminhá-la, copiá-la, postá-la on-line ou compartilhá-la com alguém. Bastam algumas horas para o material ser conhecido por toda a galera.

 

Além do prejuízo emocional que pode surgir do fato de uma imagem sexual ser compartilhada com a escola ou comunidade, existe o dano à reputação, lembrando que na maioria dos casos as grandes vítimas são as meninas. Algumas não suportam a pressão e apelam para o suicídio, para não enfrentar a vergonha.

 

Existem também sérias consequências legais envolvidas. O compartilhamento de fotos sexuais ou de nudez de menores é ilegal. O sexting tem originado processos judiciais por pornografia infantil.

 

Por isso, respeite a si próprio e aos outros. Não peça imagens sexuais para as pessoas e, se lhe for solicitado, não as forneça. Tenha cuidado com os amigos.  Sua vida vale mais do que um momento de divertimento ou uma vingança.

 

A Diretoria

 


 

ÀGUAS DO VERÃO!

 

Todo verão é igual, calor, chuvas, enchentes e falta de água. Enquanto os temporais de verão destroem a vida de inúmeras famílias, a falta de água castiga outras, ambas prejudicando a economia. É a diversidade brasileira!

 

A atividade desenvolmentista da sociedade tem provocado inúmeras alterações e impactos no meio ambiente, ignorados pela maioria dos poderes públicos, causando uma enorme degradação ambiental e o esgotamento dos recursos naturais.

 

As inundações que assistimos durante os verões são causadas por inúmeros motivos como assoreamento dos rios, impermeabilização do solo em áreas de infiltração, desequilíbrios climáticos não naturais, que causam prejuízos e perdas materiais e humanas, interrupção da atividade econômica, contaminação da água e doenças. Simplesmente um caos, que o atual gerenciamento político pouco incentiva prevenir.

 

É preciso mão firme para modificar este cenário, pois, não existe milagre tecnológico que resolva todos os problemas relacionados à água, provocados pela ausência de uma regulamentação técnica adequada ao crescimento urbano. Precisamos parar de errar e mais, parar de insistir nos erros.

 

Entramos em ano de eleições gerais. Um excelente momento para refletir e analisar os políticos que iremos eleger para nos representar.  Os caminhos do futuro passam pelo aqui e agora e dependem das escolhas que fazemos.  Águas destrutivas ou falta de água são um problema gravíssimo e devemos exigir a atenção de nossos políticos para a sua resolução.

 

A Diretoria


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