Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos no Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias,

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AO PÉ DA ORELHA

 

NESTE NATAL...

 

"Se pudesse deixar algum presente à você deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.


A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.


Lembraria os erros que foram cometidos pra que não mais se repetissem.


Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:


Além do pão... o trabalho.


Além do trabalho...a ação.


E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída."

(Mahatma Ghandi) 

 

Assim recarregamos nossa alma e nossa categoria renovará suas energias querendo ir além dos limites, incrementando um projeto coletivo de vida, com justiça social e harmonia. Buscaremos estes objetivos juntos, com trabalho, determinação e participação.

 

A Diretoria

 


 

VIVER SEM VIOLÊNCIA!

 

Viver sem violência deveria ser o modo natural da sociedade, mas não é, e por isso ainda precisamos nos mobilizar em determinadas datas que nos impulsionam a refletir e agir, engrossando as fileiras do movimento de mulheres para erradicar a violência.

 

A campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” é fundamental neste panorama, realizada em 159 países do planeta, pois, tem um papel relevante na promoção do debate e busca de soluções, propiciando uma visibilidade maior das muitas formas de violência sofridas pelas mulheres, estimulando-as a adotar um comportamento de resistência e combate a esta pratica corriqueira.

 

E haja violência... doméstica, sexual, psicológica, patrimonial, assédio moral, assédio sexual, violência institucional, exploração, entre muitos outros tipos de violência que as mulheres sofrem dia a dia na sociedade patriarcal brasileira, que ainda acredita que os homens são os “senhores” e as mulheres devem servir e procriar. A impunidade ainda é notória e por isso os homens discriminam, violentam, matam, sendo os parceiros íntimos os principais assassinos de mulheres.

 

E, se no Brasil as mulheres ainda convivem com a violência física explicita, com a desigualdade de oportunidades, diferença nos salários e árduas jornadas, no Oriente Médio elas podem ser proibidas de trabalhar ou estudar, de receber tratamento médico, de praticar esportes, de usufruir das varandas em suas casas, de cantar, ver televisão, filmes ou vídeos e muito mais. Na África elas sofrem mutilação genital a partir dos cinco anos de idade e são constantemente vítimas de estrupo.

 

Fica evidente que a participação das mulheres nesta luta que não pode se restringir apenas a dezesseis dias, mas deve ser constante, pois é de suma importância para que se conquiste a aplicação das leis que já existem, para que se elaborem novas políticas públicas, para que se transformem os movimentos sociais, escolas, comunidades e locais de trabalho, afinal, uma vida sem violência é direito de todas as mulheres.

 

A Diretoria


 

SER NEGRO

 

Passado mais de um século desde a abolição da escravatura no Brasil, pouco mudou a situação do negro na sociedade. Marginalizados, ainda hoje os negros e mestiços brasileiros disputam um lugar digno na sociedade, tentando se libertar do racismo e da discriminação, da pobreza e falta de oportunidades. Mesmo que não admitamos a existência do preconceito racial, todos sabem que ele existe e que está impregnado na estrutura de nossa sociedade.

 

É fácil constatar isso através das notícias publicadas: “O boletim “Os negros no trabalho”, divulgado pelo Dieese, revelou que apesar de a população negra ter maior participação no mercado de trabalho ainda ganha menos do que os não negros e ocupa os postos de serviços menos valorizados, mesmo quando o nível de escolarização se eleva e se equipara ao da população não negra.  A pesquisa Segurança Pública e Racismo Institucional do Ipea apontou que, a cada três assassinatos no país, dois vitimam negros. Segundo a pesquisa, a possibilidade de o negro ser vítima de homicídio no Brasil é maior inclusive em grupos com escolaridade e características socioeconômicas semelhantes. A chance de um adolescente negro ser assassinado é 3,7 vezes maior em comparação com os brancos.  A pesquisa mostra ainda que negros são maiores vítimas de agressão por parte de polícia.”

 

E, quando falamos das mulheres negras o quadro é ainda pior, pois, ser mulher em uma sociedade machista e negra numa sociedade racista, na qual a pobreza tem sexo e cor, agrega à luta das mulheres além do viés de gênero, a etnia e classe social.

 

Ser negro no Brasil de hoje é uma luta constante pela busca de dignidade e oportunidades justas, significa esclarecer aos outros negros o papel fundamental que eles têm a desempenhar para mudar a situação racial corrente e chamá-los para engrossar as fileiras de luta em defesa dos direitos humanos e da cidadania da população negra.

 

Não é preciso necessariamente que a pele seja negra para encarar essa luta, é preciso apenas incentivo para participar da revolução democrática que se faz necessária e que passa pela promoção de políticas públicas que foquem na superação das relações racistas e machistas que estruturam o modelo neoliberal de nossa sociedade, um grande desafio a ser superado.

 

A Diretoria

 


 

O QUE É O SINDICATO?

 

Para muitos trabalhadores o sindicato faz parte de seu dia a dia e isto é suficiente para deixá-los tranquilos sabendo que tem o respaldo de uma entidade que está disposta a buscar e manter seus direitos nas questões do trabalho, além de lhes proporcionar benefícios sociais. Para outros, entretanto, o sindicato é uma organização distante, pela qual não se interessam, porque acham que não precisam ou porque não tem informações suficientes para compreender sua real importância. Por isso, sempre é bom lembrar e saber:

 

(Cartilha Diap - Para que serve o movimento sindical)

"A palavra sindicato tem origem na expressão francesa syndic e significa “representante de uma  determinada comunidade”. A melhor definição de sindicato, entretanto, é de autoria dos sociólogos e ativistas sociais ingleses Beatrice e Sidney Webb: “união estável de trabalhadores e trabalhadoras para a defesa de seus interesses e implementação da melhoria de condições de vida”.

 

Trata-se de um conceito preciso, que expressa as principais dimensões do sindicato, porque:

 

a) põe em relevo o caráter de permanência, ao mencionar a “união estável”;

 

b) destaca o sentido de classe, quando se refere a “trabalhadores e trabalhadoras”;

 

c) enfatiza a idéia de resistência, ao falar da “defesa de seus interesses”;

 

d) expressa ação,  traduzida pela palavra “implementação” e, finalmente,

 

e) aborda o aspecto social, ao tratar da “melhoria das condições de vida”.

 

Essa forma de organização dos trabalhadores, que pressupõe união, solidariedade e consciência de classe, faz parte das conquistas do processo civilizatório. O trabalhador adere ou se filia a ela de modo individual e voluntário, portanto, consciente, com o objetivo de somar esforços na defesa e promoção de seus interesses sociais, econômicos, políticos, culturais e profissionais. É relevante pensar nessa pauta ampla, de caráter de classe, associada aos sindicatos, superando em muito a visão restritiva à categoria profissional e à pauta econômica.

 

É a instituição que, legal e legitimamente, faz a articulação e os enfrentamentos na defesa e proteção dos direitos e interesses da classe trabalhadora."

 

Agora trabalhador, observe, faça uma análise e tire suas próprias conclusões sobre os benefícios de pertencer a  um grupo organizado que, representativo e unido tem muito mais força do que você sozinho!

 

A Diretoria

 


 

SAC BANDIDO!

 

Dados do Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas, mostram que o percentual de queixas fundamentadas resolvidas pelas empresas caiu de 63,1% para 59,9%, entre 2011 e 2012. Dos 2.031 milhões de atendimentos feitos pelos Procons de todo o país, mais de 211 mil foram considerados procedentes, crescimento de aproximadamente 38% sobre 2011, que teve 153 mil. Muitas queixas resultaram na abertura de processos administrativos. As principais causas da instalação dos processos estão relacionadas a cobranças indevidas (28%); falta de garantia (21%); e má qualidade de produtos ou serviços (16%). (Ag Brasil 6/10/13)

 

Ora, hoje em dia, quase toda empresa baseia sua publicidade em sua atuação social e ambiental supostamente “responsável”. Mensagem enganosa, isto sim, pois o desrespeito o consumidor ainda é pratica comum, principalmente entre as “grandes” no mercado. Levando-se em conta que as empresas participam de nossa vida diária nos segmentos mais diversos e que interagimos com elas o tempo todo, seria, no mínimo, civilizado, que este relacionamento fosse respeitoso dos dois lados: empresa responsável e consumidor consciente.

 

Infelizmente, para os consumidores, os problemas já começam no Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC um serviço difícil de acessar, com números telefônicos praticamente escondidos, que geralmente não contemplam pessoas deficientes, não são gratuitos, apresentam menus intermináveis e impossíveis de memorizar, com demoras e interrupções no atendimento, atendentes que não conseguem respostas fora do seu “script” por falta de capacitação e orientação para lidar com as mais diversas situações que acontecem durante o atendimento, fazendo o cliente repetir suas dúvidas ou reclamações diversas vezes, transferindo a ligação para outras áreas onde tudo começa de novo, subestimando o cliente, colocando obstáculos sem fim para cancelamentos, entre outros itens desgastantes que acabam com a paciência de qualquer cidadão.

 

Desse modo a relação consumidor/empresa que deveria ser harmoniosa e lucrativa é tensa e raivosa, por conta da falta de visão  institucional que não consegue enxergar que o SAC deveria ser um aliado, um mecanismo de marketing que enaltecesse a empresa ao invés de transformá-la em bandida, afinal consertar os “erros involuntários” é o que se espera de uma organização responsável.

 

Enquanto essa situação não melhora só resta ao consumidor que se sentir lesado pelo SAC de qualquer empresa fazer sua reclamação em um órgão de defesa do consumidor, para que sejam apurados os fatos. Lembre-se: é seu direito receber o número de protocolo da chamada e exigir que lhe seja enviada cópia do conteúdo da gravação. As empresas constatadas serão autuadas e responderão a processo administrativo na Fundação Procon. Denúncias podem ser formalizadas em www.procon.sp.gov.br.

 

A Diretoria

 


 

OUTUBRO ROSADO

 

Em dias de outubro cor-de-rosa, mês da campanha mundial contra o câncer de mama, as mulheres são alertadas sobre esse tipo de neoplasia, que quando detectado no início tem alto índice de cura: 85%. Apesar disso, entretanto, esta doença  é a que mais provoca a morte de mulheres no mundo, e por isso, é importante o diagnóstico precoce.

 

Os fatores de risco para a doença podem ser o histórico familiar e a idade acima dos 50 anos, período em que geralmente ocorre a menopausa. Outros fatores como alimentação rica em gorduras, excesso de peso, vida sedentária, álcool e cigarro também são grandes vilões.

 

Um exame anual  mais acurado das mamas é um enorme aliado na prevenção da doença e pode ser feito através de mamografia, ultrassonografia, doppler  e elastografia. Estar atenta para o aparecimento de nódulos palpáveis nos seios ou nas axilas, alteração na pele que recobre a mama, como abaulamento, retrações, eczemas no mamilo ou aspecto da pele semelhante à casca de laranja, são alguns dos sintomas que devem ser levados ao conhecimento do médico.

 

O que muitas mulheres não sabem é que, além das visitas periódicas ao médico e exames anuais, pequenas mudanças no estilo de vida podem ajudar a prevenir o câncer de mama e ajudar a ter uma vida saudável.

 

E  lembre: o tratamento contra o câncer é um dos mais desgastantes; família e paciente sofrem durante meses, às vezes por vários anos, até controlar a doença. Por isso, aproveite o outubro rosado para agendar-se e tratar de sua saúde, garantindo uma vida sem sustos para você e sua família!

 

A Diretoria


23 set - Dia Internacional de Luta contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças

Em pleno século 21 o tráfico de pessoas, cujas principais vítimas são as mulheres e crianças continua em franca ascensão, sendo uma das mais perversas formas da escravidão moderna. Trata-se de um fenômeno complexo que abrange uma série de atos que se nem sempre ilegais, sempre são imorais.

 

Estimativas da ONU, do Departamento de Estado dos Estados Unidos e de Organizações Internacionais da Sociedade Civil especializadas em direitos humanos assinalam que o tráfico de seres humanos atinge o número de 2 milhões de pessoas, em sua grande maioria mulheres e crianças.  Segundo a OIT, cerca de 2,5 mil novos escravos são feitos pelo tráfico anualmente.

 

Essa prática só perde para tráfico de armas e drogas. Os casos mais comuns do tráfico de pessoas, que provocam nas vítimas a perda da liberdade, e muitas vezes, a própria vida, estão ligados à exploração sexual, casamentos servis, várias formas de trabalho escravo e forçado, mendicância, abuso de todos os tipos e até remoção de órgãos, gerando imensos lucros aos capitães desta malévola indústria

 

Quanto às crianças, elas são vítimas fáceis para os “feitores” modernos; sua vulnerabilidade começa no contexto familiar frouxo dos dias atuais, que não é capaz de proteger as crianças contra uma sociedade violenta e sem escrúpulos.

 

A exploração sexual e o tráfico de mulheres e crianças são formas de violação dos direitos humanos que necessitam de combate, repressão e de uma maior fiscalização do poder público, precisam de mais visibilidade quanto á gravidade da questão, precisam sair do papel e ser prevenidas ao invés de remediadas.

 

Para tanto se fazem necessários investimentos que possam garantir o equilíbrio e justiça na sociedade como um todo, erradicando a pobreza extrema, a desigualdade social, racial, étnica e de gênero, contemplando direitos básicos como o respeito e a dignidade, as quais o ser humano tem pleno direito.

 

A Diretoria


 

MULHERES NA POLÍTICA

 

Foi-se o tempo em que as mulheres brasileiras eram educadas apenas para as atividades do lar. Hoje, elas representam cada vez mais a nossa força de trabalho, sendo que um grande número de famílias é sustentado por elas. Elas somam 52% da população brasileira, estão melhor preparadas e veja só... ainda ganham menos do que os homens.

 

Entretanto, apesar de muitas disparidades em relação ao gênero elas ainda não são educadas para a política. Não se vê uma garotinha dizendo que quer ser senadora ou presidenta quando crescer; política ainda parece um joguinho de meninos.

 

Assim, ainda hoje uma grande percentagem das mulheres que “pratica política” está associada aos sobrenomes de pais, irmãos, maridos. Ainda hoje, os partidos políticos têm dificuldade de preencher a cota de 30% de mulheres candidatas a cada eleição. Este é um quadro que precisa ser pintado com cores diferentes, com urgência.

 

Sabemos que as dificuldades são muitas, mas os caminhos estão abertos e as mulheres devem participar em termos de igualdade com os homens da construção de nossa democracia, dividindo as responsabilidades do poder público com eles, da mesma forma que os homens devem entrar no “setor privado” para também dividir responsabilidades com elas. Isto significa igualdade!

 

A verdade é que a mulher tem um papel fundamental para definir este novo século, influindo na política, mudando os valores que a sustentam, moralizando e humanizando as ações “públicas”, através da prática que já adquiriu na esfera “privada”, introduzindo ainda no meio solidariedade e fraternidade.

 

Se fosse fácil faríamos prontamente. Mas não é, exige desprendimento, jornadas pesadas, concessões diversas. Entretanto, tudo aquilo que o movimento de mulheres conquistou no último século custou muito suor e até sangue. Então, vamos arregaçar as mangas, como os meninos fazem e vamos colocar nossa mão nessa massa para que ela não desande! Afinal, as mulheres lutam não apenas por elas, mas por muitas minorias desfavorecidas que não tem quem fale por elas. Ainda há tempo para participar da próxima eleição, mas não são apenas os cargos eletivos que importam, a base da pirâmide está repleta de setores nos quais podemos começar a praticar cidadania.

 

A Diretoria


 

DIA DA IGUALDADE FEMININA

 

Dia 26 de agosto é comemorado o Dia da Igualdade Feminina. Não é um dia para comemorações, mas um dia de reflexão e ação. Ideal seria não precisar haver um dia para lembrar a sociedade que a igualdade entre os gêneros ainda não foi alcançada. Assim, neste dia 26 vamos lembrar que o movimento de mulheres vem lutando por um equilíbrio de direitos entre homens e mulheres e pela erradicação da violência sexista há muitos anos e que os resultados tem sido lentos.

 

Desde a Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Mulher, adotada pela resolução no 34/180, assinada pela Assembléia Geral da ONU, em 18/12/1979, o movimento feminista internacional deu visibilidade à violência praticada contra a mulher e a tornou pública para todo o mundo na Conferência Mundial dos Direitos Humanos, em Viena, em 1993, quando a ONU declarou que "os direitos das mulheres são direitos humanos" e que "a violência contra a mulher constitui um obstáculo ao desenvolvimento e um atentado aos direitos humanos".

 

No Brasil, desde então, houve avanços no rumo da igualdade notadamente no plano legal, como os preceitos constitucionais que conferem igualdade jurídica à mulher; a criação de delegacias especiais de proteção à mulher e a criação da lei Maria da Penha, as quais impactaram na redução da violência doméstica,  mas, também é bom ter em mente que a lei só evoluiu a partir da condenação do país na Corte Internacional, por não tomar atitudes concretas para coibir a violência.

 

O processo de igualdade evolui no Brasil empurrado pelos movimentos feministas que pressionam nossos governantes a nomear, viabilizar, denunciar e propor políticas para a eliminação da violência contra a mulher. A manutenção destas conquistas exige um esforço permanente do movimento de mulheres junto ao Estado e à sociedade, visto que o status quo machista resiste aos novos valores. De fato, o processo é lento, mas também é irreversível.

 

A Diretoria


 

LEI MARIA DA PENHA AINDA NÃO ESTÁ TOTALMENTE IMPLEMENTADA

 

"A expressão violência contra a mulher designa qualquer ato de violência dirigido contra a mulher que provoca ou é passível de provocar danos físicos, sexuais, psicológicos ou sofrimento, incluindo ameaças desses atos, coerção ou privação arbitrária da liberdade, tanto na vida pública como na vida privada."

 

Ora, em pleno século 21, a violência contra a mulher continua institucionalizada, em suas diversas formas, pois, apesar dos inúmeros avanços conquistados pelo movimento de mulheres, ainda vivemos em uma sociedade que ensina que os homens “podem” mais que as mulheres, o que dá origem a uma série interminável de abusos característicos de um sistema de dominação patriarcal violento.

 

Este tipo de pensamento está tão arraigado na sociedade, pulverizado entre raças e classes sociais, nos meios públicos e privados, que as dificuldades para modificar este “status quo” é muito difícil, pois, não se trata apenas de criar mecanismos políticos e jurídicos que possam conter a violência, mas mudar práticas arraigadas dentro das famílias.

 

 A lei Maria da Penha é claramente um divisor de águas na luta contra a violência, um marco que diferenciou os crimes contra a mulher dos crimes de violência em geral, além de apontar medidas de proteção e amparo para as vítimas.

 

Embora a quantidade de denúncias ainda esteja bem longe da realidade, aos poucos, a lei vai se aperfeiçoando e incentivando mulheres corajosas a utilizar este instrumento para se libertar da situação de violência em que se encontram.

 

É um caminho lento e as mulheres que já conquistaram consciência política social não podem desanimar. É necessário que a luta em defesa e para a implementação completa da Lei continue, para que esta deixe de ser um enunciado de “boas intenções” e passe a ser efetivamente um mecanismo capaz de amparar e proteger as mulheres violentadas, criando uma chance efetiva de sairmos deste estado patriarcal para um estado de igualdade entre os gêneros.

 

A Diretoria


 

ELEITOR, É A SUA VEZ DE AGIR!

 

Um mês após a presidenta Dilma Rousseff ir à televisão propor em cadeia nacional os cinco pactos como resposta às manifestações de junho, um balanço do trabalho do Congresso Nacional mostra que os protestos foram gradualmente esquecidos por deputados e senadores. Se não fizeram ouvidos moucos à "voz das ruas" nas primeiras semanas, em meio a uma pressão social mais clara, líderes do Legislativo parecem agora trabalhar para um retorno à "normalidade", especialmente se isso representar uma nova desconexão entre a vontade popular e a vida partidária tradicional. (Eduardo Maretti, da RBA).

 

Pois é, este é nosso Congresso... e olhe que lá, só estão parlamentares legitimamente eleitos através das urnas, os deputados e senadores nos quais nós votamos.

 

Portanto, não dá para negar que nós, temos também uma parcela de culpa nesta situação. Elegemos qualquer “um” e depois ficamos muito aborrecidos quando este “um” não nos dá a mínima confiança. Mas, a cada quatro anos, tornamos a cair na mesma esparrela!

 

Por que será? Porque escolher um bom candidato é muito cansativo? Porque não gostamos da propaganda política? Porque estamos desiludidos com os políticos? Porque não acertamos nunca? As variáveis são inúmeras, mas simplesmente desistir de votar direito é a pior delas.

 

O tamanho da insatisfação que as pessoas mostraram nas ruas, está diretamente ligada à falta de consciência na hora do voto. Afinal se estes cidadãos de segunda categoria estão no poder, é com o aval do povo.

 

Assim, cabe a cada um de nós, fazer o melhor para votar com consciência. É bem provável que não possamos consertar nosso Congresso em uma única eleição, mas sem dúvida a médio prazo podemos fazer uma boa faxina por lá.

 

Converse, troque idéias, faça perguntas, preste atenção nos nomes que estão na mídia, anote em sua agenda o candidato que você elegeu e cobre dele uma atuação digna. Se queremos uma democracia participativa, então temos de participar com consciência da democracia e isto implica em algo mais do que simplesmente reclamar. É absolutamente necesssário vigiar.

 

A Diretoria


 

RESPOSTA INDIGESTA!

Foto; ABr/Valter Campanato

A história nos mostra que existem duas formas para enriquecer: ou cria-se valor e vende-se ou apropria-se de uma valor já existente. Sabia disso um certo Pero Borges, famoso em Portugal por ter sido encarregado de construir um aqueduto e embolsar toda a verba do empreendimento. Não chegou a assentar uma única pedra. Apenas ficou com o ouro. Por conta desse caso, Pero foi denunciado e preso, mas em uma manobra bastante simples para qualquer burocrata, negociou devolver metade do dinheiro e veio para as novas terras, com um título equivalente ao de ministro da justiça, na caravela do primeiro governador geral, Tomé de Souza.

 

E assim iniciou-se uma "maracutaia institucional" na vida política da colônia, que se transformaria mais tarde em uma nação. Daí para os dias de hoje, quando os escândalos enchem os noticiários diariamente, foi elaborada uma longa lista de improbidades praticadas por aqueles que participam do sistema, em todos os níveis hierárquicos.

 

É fácil concluir que nosso sistema governamental é perfeitamente funcional para atender todas as artimanhas arquitetadas por seus representantes, com leis frouxas e sem delimitações entre o público e o privado. Para quem tem um cargo público é possível ficar rico rapidamente, sem estudo ou trabalho, acompanhado de muitos amigos que também enriquecem, pois, a corrupção encontrou terreno fértil na iniciativa privada.

 

Mas, apenas nossos políticos são culpados deste imbrólio que hoje vivemos? A resposta é indigesta. Nós, os brasileiros, a sociedade, temos uma boa parcela de culpa nesta história.

 

Vamos às urnas a cada dois anos, mas no intervalo não participamos das escolhas feitas em nosso bairro, na igreja, no trabalho e outros espaços públicos que fazem parte de nossa vida. Não gostamos de política e a dissociamos de nossas vidas. Você vê alguma criança dizer que vai ser político quando crescer?

 

O fato é que o Congresso recebe uma carta branca do eleitor, que passado um mês da eleição já não sabe mais em quem votou, não se interessa pelo assunto e assim permite que seus legítimos representantes façam o que melhor lhe aprover com seus cargos. E, convenhamos, praticamente nenhum de nossos políticos está lá por idealismo ou por estar deveras preocupado com as necessidade dos brasileiros.

Mas, nem tudo está perdido, ainda há tempo para recuperação, foi o que o grito das ruas nos mostrou. A democracia participativa começa a ser uma exigência, assim como a transparência governamental. É um "novo mundo" que finalmente se apresenta para a classe politica nacional e que como diz o Tom Zé deixou "a descaração pública assombrada"!

A Diretoria


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