Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos no Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias,

Informações  e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de Jundiaí e Região - SEAAC JUNDIAÍ


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AO PÉ DA ORELHA

 

REENCONTRO...

 

"A melhor mensagem de final de ano é aquela que sai de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.

 

É hora portanto de renovar nossas esperanças e nossos desejos, que para o próximo ano não trazem nenhuma novidade. Queremos coisas já existentes, mas que ficaram perdidas com o tempo.

 

Queremos...

 

Que os homens reencontrem a fé, para que não se desesperem ante as adversidades.

 

Que reencontrem a esperança, para que olhem sempre para frente, com a cabeça erguida.

 

Que reencontrem a capacidade de emocionar-se, pois só corações quebrantados são capazes de pensar nos outros.

 

Que reencontrem a inocência, na medida certa, para que a bondade possa instalar-se antes da maldade na vida das pessoas.

 

Que reencontrem o olhar puro das crianças para que cresçam e amadureçam no tempo certo.

 

Que reencontrem a humildade, para que as pessoas possam reconhecer que somos todos iguais, só de cores diferente, mas que isso não muda em nada a matéria da qual fomos formados.

 

Que reencontrem todos os risos possíveis, aqueles que nos fazem esquecer a dor e as decepções.

 

Que reencontrem a fraternidade, para que possamos nos sentir todos como uma imensa família  na terra.

 

Que reencontrem a bondade, a ternura, a doçura... a capacidade de perdoar e, sobretudo, esquecer quando lhes fizeram mal; porque as amarguras que guardamos no coração nos impedem de viver plenamente.

 

Que reencontrem a sabedoria, para que possam saber escolher seus caminhos.

 

E, queremos que tudo isso, seja reencontrado em sementinhas, que tenham tempo de crescer e criar raízes firmes para que, depois, plantas crescidas, possam dar novas sementes para que sejam plantadas.

 

Está pensando que nos esquecemos de querer reencontrar o Amor? Não... temos certeza de que reencontrando tudo isso acima, o Amor já terá sido reencontrado em primeiro lugar.”

 

Desejamos a todos QUE O ANO NOVO, SEJA REPLETO DE BOAS SEMENTES!

 

A Diretoria


 

EXORBITÂNCIA....

 

Quando militava na oposição, Lula criticava acidamente o presidente da República da época pelo fato de o Brasil possuir um dos menores salários mínimos da América Latina, menor que o do paupérrimo Paraguai ou dos vizinhos Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela. Segundo o sindicalista, o salário mínimo deveria ser de, pelo menos, US$ 500 – valor suficiente para a manutenção de uma família, cobrindo com decência gastos com alimentação, moradia, educação, saúde, transporte, vestuário, higiene, previdência e lazer.

 

Finalmente eleito em 2002 com a promessa de dobrar o valor do salário mínimo, Lula não conseguiu cumprir o prometido, já que o salário de R$ 230,00 na época da posse aumentou para R$ 240,00 em 2003, para R$ 260,00 em 2004 e R$ 300,00 em 2005. Neste ano eleitoral, o salário mínimo chegou aos R$ 350,00 e, reeleito, o presidente Lula agora pretende segurar o ritmo do reajuste de forma que o mínimo para 2007 não passe de R$ 367,00.

 

Enquanto isso, os parlamentares aliados ao presidente são liberados pelo governo para votar a favor de um aumento de 30% nos seus próprios salários, percentual que elevaria os vencimentos dos atuais R$ 12.847,00 para R$ 16.700,00 a partir de janeiro de 2007. Não satisfeitos, entretanto, eles desejam mais e estão em campanha para equiparar seus salários aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que é de R$ 24.500,00, ou seja, um aumento de 91%. Para exercitar-se nas votações em plenário, estes mesmos deputados vetaram um reajuste de 16,67% para aposentados e pensionistas.

 

Paralelamente, o poder judiciário, através dos integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP vem auxiliar nossos deputados em sua demanda, aprovando proposta de resolução que equipara o teto salarial dos integrantes dos Ministérios Públicos Estaduais (hoje, em R$ 22.111) ao valor máximo pago aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), de R$ 24.500,00.

 

Só resta saber qual burra será aberta para cobrir os bilhões que serão necessários para pagar tantos aumentos e se deste mesmo cofre será possível tirar mais algum para que o ínfimo mínimo concedido ao trabalhador possa alcançar o exorbitante valor de R$ 420,00.

 

A Diretoria


 

QUEBRANDO GRILHÕES!

 

As Nações Unidas definem violência contra a mulher como: "Qualquer ato de violência baseado na diferença de gênero, que resulte em sofrimentos e danos físicos, sexuais e psicológicos da mulher; inclusive ameaças de tais atos, coerção e privação da liberdade seja na vida pública ou privada".

 

O artigo 2 da Declaração das Nações Unidas mostra que a definição da violência contra as mulheres deve incluir o espancamento conjugal, o abuso sexual de meninas, a violência relacionada a questões de dotes, o estupro, inclusive o estupro conjugal e outras práticas tradicionais prejudiciais à mulher, tais como a mutilação genital feminina (MGF). Também incluem a violência não conjugal, o assédio e intimidação sexual no trabalho e na escola, o tráfico de mulheres, a prostituição forçada e a violência perpetrada ou tolerada por certos governos, como é o caso do estupro em situações de guerra.

 

A violência contra as mulheres é hoje o tipo mais comum de abuso contra os direitos humanos no mundo, apesar de ser também o menos reconhecido. É também um problema grave de saúde, que desgasta a energia da mulher, comprometendo sua saúde física e corroendo sua auto-estima. Apesar disso, a maioria das sociedades do mundo tem instituições sociais que legalizam, obscurecem ou negam este tipo de abuso. Os mesmos atos que seriam punidos se praticados contra um empregador, vizinho ou conhecido, com freqüência permanecem impunes quando cometidos contra as mulheres, especialmente dentro de uma mesma família.

 

A violência contra a mulher também pode ser institucional, ou seja quando os serviços oferecidos por uma instituição e sistemas públicos são prestados em condições inadequadas resultando em danos físicos e psicológicos para a mulher (por exemplo: longas esperas para receber tratamento, intimidação, mal trato verbal, ameaças e falta de medicamentos).

 

Por tudo isso, o dia 25 de novembro é uma oportunidade para refletirmos sobre esse assunto tão grave. Achamos que isso acontece só com a vizinha, mas a violência contra a mulher está acontecendo dentro de todas as famílias. Um terço das brasileiras sofre agressões dentro do lar. O número é assustador. E a agressão contra as fêmeas é absolutamente democrática: atinge todas as classes sociais. A cada 15 minutos, no Estado de São Paulo, uma mulher é espancada e a cada 12 uma é ameaçada.

 

Ser saco-de-pancada não combina com a mulher guerreira que vem quebrando um a um os grilhões da discriminação, restaurando seus direitos de cidadã, expandindo sua capacidade intelectual restringida e reconquistando seu verdadeiro valor, tão diminuído e desprezado, através de uma herança cultural machista que precisa ser apagada de nossos inconscientes para que possamos, homens e mulheres, viver em relativa harmonia, criando os filhos com amor, sem neuroses e construindo assim, dia a dia, um mundo melhor do que este (tão violento) em que vivemos hoje.

 

A Diretoria 


 

Afinal, somos racistas ou não?

 

Nos últimos 32 anos temos comemorado em 20 de novembro, o Dia Nacional da Consciência Negra, uma data para nos lembrarmos da intensa luta travada pelos negros, em busca da liberdade e plena cidadania, no Brasil. Durante muitos anos temos nos perguntado: somos racistas ou não? Esta questão vem gerando uma discussão que se arrasta desde a chegada do primeiro negro escravo. Muito já foi teorizado por grupos divididos entre os que vêem uma democracia racial no Brasil e os que acusam o país de ainda estar longe de oferecer aos negros direitos iguais aos dos brancos.

 

Passado mais de um século da abolição, a democracia racial não passa de um mito confirmado nas estatísticas (muitas delas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE): a maioria dos desempregados são negros; o mercado de trabalho é ocupado estrita e massivamente por brancos; também são os brancos que têm mais possibilidades de acesso às universidades.

 

Os negros continuam enfrentando uma pesada carga:  350 anos de escravismo, enorme preconceito contra sua raça, não reconhecimento deste preconceito. Em um país onde o desemprego faz parte do cotidiano das pessoas e as relações entre o Estado e as camadas sociais mais pobres não são satisfatórias, a crise racial mantém um vínculo direto com a miséria e o descaso.

 

Assim, hoje, pouco menos da metade dos brasileiros são negros ou pardos, mas, entre os pobres, os negros somam mais de 60%. Além disso, quanto mais pobres, mais negros são os brasileiros. No grupo dos mais pobres, oito em cada dez são negros. No outro extremo da pirâmide, a situação se inverte: apenas um negro a cada dez integra a faixa dos mais ricos. Detalhe: negros ricos são menos ricos do que os brancos ricos.

Enquanto os negros tentam organizar-se para defender seus direitos de cidadão, os brancos, começam a perceber que o racismo não faz mal apenas a negros e negras, mas também a toda a sociedade.

 

É oportuno lembrar que o Estado Brasileiro comprometeu-se a empregar os esforços necessários para reduzir o abismo social causado pela discriminação racial histórica no país, em cumprimento aos tratados e convenções internacionais dos quais o Brasil é signatário e que incluem ações afirmativas como instrumento de ação legítima contra a chaga do racismo. Precisamos descobrir caminhos para colocar em prática um projeto modernizador e democrático para o Brasil que inclua brancos, negros e miscigenados. Enquanto isso não ocorrer, somos racistas, sim e o 20 de novembro está aí para nos lembrar disso.

 

A Diretoria


 

NUVENS NEGRAS...

 

As nuvens negras que se formam no horizonte são motivo de aflição para milhares de pessoas que moram em áreas de risco de Jundiaí e região. A Defesa Civil de Jundiaí está promovendo palestras informativas para a população na tentativa de conscientizar os cidadãos e tentar minimizar as possíveis enchentes e deslizamentos nos bairros São Camilo, Jardim Tamoio, Parque Shangai e Sorocabana. Para essa população, só resta rezar e esperar. (Jornal de Jundiaí)

 

Todos os anos as chuvas trazem o mesmo problema: as enchentes, resultando milhares de desabrigados, danos materiais dos mais variados e o que é mais grave, algumas mortes.  Como se sabe os maiores prejudicados são as pessoas pobres da periferia que não possuem condições seguras e ideais de moradia, estando a mercê das precárias condições urbanísticas da cidade.

 

A solução passa pela manutenção das áreas verdes existentes; criação de mais áreas verdes para se tentar aumentar a permeabilização; assistir melhor a grande massa de pobres da periferia, melhorando o saneamento básico; estimular a educação ambiental nos órgãos públicos, entidades particulares e escolas; estreitar o relacionamento entre o Poder Público e as associações de bairro, criar mecanismos técnicos mais eficazes para a vazão da água; manter o Poder Público em sintonia com os serviços meteorológicos. Mas, sobretudo a solução passa também pela vontade política de resolver, de fato, o problema.

 

A Diretoria


 

big brother de MÃO DUPLA

 

 

Trinta e sete câmeras serão distribuídas nas entradas e saídas de Jundiaí; próximas a escolas; pontos específicos como distritos policiais e prédios públicos; e vias preferenciais. Com a presença de várias autoridades, a Central de Monitoramento foi apresentada à comunidade. Em três meses, os equipamentos já devem estar operando. (Jornal de Jundiaí)

 

No livro 1984 , do inglês George Orwell, as pessoas são vigiadas por um sistema tirano (Big Brother) que controla a tudo e a todos por meio de um aparelho chamado teletela – mistura de câmeras com telas de TV. Por toda a estória, o angustiado personagem Winston Smith tenta descobrir formas de burlar essas onipresentes engenhocas que não são desligadas jamais. No mundo real de 2006, a convivência com câmeras de vigilância é muito bem-vinda! Em vez de considerarem as câmeras uma invasão de privacidade, as pessoas se sentem seguras onde existem esses equipamentos, principalmente num país onde as questões de segurança não são tratadas com a necessária seriedade.

 

Há um consenso generalizado na opinião pública e entre os especialistas de que a explosão de violência que vivemos nada mais é do que a expressão da falência das políticas de segurança dos governos federal, estadual e municipal. Vivemos uma crise política e moral derivada do descrédito a que, há anos, vem sendo submetida a atividade política. Não é sem razão que isso provoque uma sensação de desorientação profunda que pode nos confundir na proposição de soluções para o problema da insegurança pública.

 

Por isso e mais precisamos que os sistemas de vigilância não fiquem apenas nas ruas, mas que sejam instalados dentro das casas de poder deste país, para que o cidadão possa monitorar o governo em tempo real, cobrando resultados com base em indicativos e métricas claras, via internet... um big brother de mão dupla.

 

A Diretoria

 

 


 

A importância da sindicalização

 

O Seaac representa os empregados de agentes autônomos do comércio perante a sociedade, as autoridades governamentais, o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, os empresários do setor, os órgãos de saúde, as instituições de ensino, entre outros. O Sindicato é essencial para garantir os direitos do trabalhador, alertar sobre seus deveres, buscar novas conquistas e unir a todos para o resgate da dignidade profissional.

 

Para tanto, ao longo dos anos temos nos empenhado em acompanhar as mudanças que ocorrem diariamente na sociedade, estendendo nossa atuação para diversas áreas de interesse do trabalhador. Procuramos qualificar nosso trabalho para cumprir nosso dever de buscar e fazer cumprir os direitos dos nosso representados.

 

Para que possamos continuar nos desenvolvendo sabemos que precisamos do apoio dos trabalhadores, através da sindicalização, pois, sindicato forte é sindicato atuante, participativo, representativo... é o sindicato que tem associados para fortalecer suas lutas por justas reivindicações.  Sem o associado o sindicato não tem como sobreviver e não impõe respeito à classe patronal por falta de união e representatividade.

 

Para conseguir esse apoio procuramos constantemente levar o sindicato ao conhecimento do trabalhador, envolvendo os representantes sindicais na conquista constante de associados, com o objetivo de nos fazermos presentes nas novas empresas e de nos fortalecermos naquelas onde já exercemos a atividade sindical. Significa que todos os níveis da entidade, dos dirigentes aos sócios, têm como objetivo fortalecer o sindicato, através da união.

 

Por isso nosso convite para você associar-se é permanente... e se você já é associado, converse com seus colegas, conte a eles dos benefícios que você dispõe, como as negociações coletivas, por exemplo, que nos últimos anos, apesar de todas as dificuldades, têm conquistado índices de aumentos salariais maiores do que a inflação e melhores benefícios sociais, como o vale alimentação.

 

Para pertencer ao Sindicato é necessário apenas preencher uma ficha de sindicalização, que após examinada será homologada pela diretoria dando ao trabalhador o direito de pertencer ao quadro social da entidade. O SINDICATO é o maior instrumento de defesa dos direitos e interesses da coletividade e da classe trabalhadora. Esperamos por você, Trabalhador, venha unir-se à nós!

 

A Diretoria


 

LUZ AMARELA....

 

Quando a Volkswagen anunciou seu plano de reestruturação mundial, que implicava demissões nas unidades brasileiras, o Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí passou a acompanhar atentamente a situação da fábrica de São Bernardo do Campo, que tem 12.400 funcionários e é uma das mais problemáticas da empresa, no país.

 

Como a Volks enviou nesta semana carta para 1.800 empregados, informando-os que estarão demitidos a partir de 21 de novembro, quando acaba o acordo entre montadora e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC sobre estabilidade no emprego, em assembléia os trabalhadores decidiram entrar em greve, interrompendo a produção.

 

Com o agravamento da situação, o sindicato jundiaiense redobrou sua atenção com a Volks, pois pode haver desdobramentos na Região, que concentra empresas de autopeças que também fornecem seus produtos para a montadora. A Volks pretende dispensar 3.600 empregados até 2008 e reduzir direitos trabalhistas. Se não houver acordo com o sindicato do ABC neste sentido, ela ameaça dispensar 6.100 empregados e fechar a unidade de São Bernardo do Campo. (Jornal da Cidade)

 

Parece que a luz amarela que estava acesa para os metalúrgicos, começa a piscar também para outras categorias profissionais, como comércio e serviços que na prática também perderão muitos postos de trabalho, uma vez que estão intimamente ligadas, causando um prejuízo brutal à sociedade; pois, para cada emprego na montadora existem outros 47 empregos em setores diversos.

 

Infelizmente, mais uma vez, o lado canibalesco do capitalismo se faz notório, instalando um clima de insegurança nas grandes corporações, que para evitar o fatal ciclo de incorporações, que deve reduzir o número de multinacionais na economia mundial, lançam mão de medidas drásticas de reestruturação para o aumento de lucros, massacrando o lado mais vulnerável da relação capital x trabalho: os empregados.

 

Os trabalhadores EAA sentem-se irmanados aos metalúrgicos neste momento difícil que vivem, sob a ameaça de perder o emprego, esperando uma desumana e lacônica dispensa pelo correio. A mobilização da categoria é essencial. É preciso resistir, fazer greve, ir trabalhar mesmo que demitido, trilhar o caminho da resistência e da luta, pois, o movimento sindical e a sociedade estarão envidando esforços para reverter esse quadro.

 

A Diretoria


 

PRATICANDO CIDADANIA

 

Já está no site da Prefeitura de Jundiaí – www.jundiai.sp.gov.br - um link na cor verde – Consulta Pública/Orçamento 2007. O cidadão jundiaiense terá até 18 de setembro para enviar suas sugestões, manifestando-se em relação à peça orçamentária, pela Internet. A Prefeitura entregará na Câmara o Orçamento de 2007, em 30 de setembro.

 

Todo mundo paga imposto. Com esse dinheiro, as prefeituras fazem obras e prestam diversos serviços à população, portanto nada mais justo que consultar os munícipes para saber onde e como vai ser aplicado o dinheiro dos tributos recebidos.

 

As experiências participativas nas administrações municipais têm pipocado aqui e ali, sempre com sucesso. A população pode interferir na definição de prioridades e no aproveitamento dos recursos públicos através de iniciativas como a do Orçamento Participativo. Os cidadãos participam do processo através de organizações sociais ou individualmente. Com o Orçamento Participativo, a prefeitura estabelece limites e critérios para compartilhar o poder de decisão com os moradores das diversas regiões da cidade.

 

Esta moderna ferramenta chega à prefeitura de Jundiaí, que tem por objetivo saber quais as necessidades mais preementes da comunidade, as quais serão encaminhadas às secretarias competentes para que façam os ajustes no orçamento municipal, nos itens que se fizerem necessários. 

 

As pessoas que não têm computador em casa poderão enviar sugestões por meio dos terminais Acessa Jundiaí, computadores instalados à disposição da população com monitores para orientação, que já estão funcionando em dois pontos: nos terminais do Situ Colônia e Vila Rami; em breve será inaugurado o do terminal Cecap.

 

Democrático, transparente, dinâmico e sob o controle público, o Orçamento Participativo pode estreitar a relação executivo/cidadão, que têm aqui uma excelente oportunidade de praticar cidadania!

 

A Diretoria


 

DESINTERESSE POLÍTICO

 

No Brasil, o número de mulheres aptas ao voto é superior ao dos homens, mas a participação delas como candidatas a cargos eletivos na política é quase irrisória não chegando a 14% dos candidatos a cargos majoritários e proporcionais. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, nas eleições deste ano as mulheres representam 12% dos candidatos aos governos estaduais, 16% ao Senado da República, 12% à Câmara Federal e 14% às Assembléias Legislativas.

 

É bom lembrar que desde 1997, os partidos políticos são obrigados a reservar 30% das candidaturas para as mulheres, conforme norma da Lei Eleitoral, mas passados quase 10 anos esse percentual ainda não é 50% preenchido. Dizem os partidos políticos (que pouco fazem para trazer as mulheres para suas fileiras) que a razão disso é não existirem candidatas em número suficiente para atingir esse percentual de candidaturas, obrigando-os a renunciarem a parte das vagas e inscreverem um número menor de candidatos.


Embora dispostas a quebrar tabus e meterem sua colher em todos os assuntos (graças a Deus), parece que as mulheres brasileiras ainda não se dispuseram a entrar pra valer no jogo político. E isso não é muito difícil de entender, uma vez que participar ativamente da política, no Brasil de hoje, parece significar entrar em um jogo de interesses pessoais em que a ética, a moralidade e a honradez não fazem parte das regras.


Decididamente, este quadro precisa mudar, pois, basta analisar o pequeno número de mulheres do cenário político nacional (aquelas que conquistaram um mandato parlamentar ou foram eleitas para cargos executivos) para perceber que elas  tiveram  e têm desempenhos altamente positivos muitas vezes superando os homens nestes cargos. Sem dúvida, o país, os estados e os municípios estão perdendo muito com esse desinteresse das mulheres em voltar suas atenções para a política.

 

A Diretoria

 


 

admirável mundo novo!

 

As ações do crime organizado, que começaram em meados de maio, fizeram com que a procura por sistemas mais sofisticados de segurança crescesse 20% em Jundiaí. Escolas, condomínios e, agora, terminais de ônibus estão aderindo cada vez mais aos circuitos internos de TV. Outras opções bastante utilizadas são as blindagens de guaritas e de veículos (Jornal de Jundiaí).

 

Graças à impunidade, violência e displicência política, estamos vivendo o início da era Bigbrother, quando tudo e todos serão vigiados pela tecnologia.  Os cidadãos estão presos em seus escritórios e casas, os bandidos estão por aí.

 

Até há pouco tempo atrás, as razões da violência eram a busca por ganho material (comida, dinheiro, carro, jóia etc) ou a busca pelo poder político, instrumento de oposição ao sistema vigente.

 

Hoje a violência é banal, democrática, funciona como meio de expressão, especialmente de jovens, ocupa muito bem o espaço da falta de valores sólidos e gera nos cidadãos um tremendo medo.

 

A violência determina a forma de viver da sociedade, obrigada a proteger-se por seus próprios meios da falta de ação política de seus governantes e das conseqüências da impunidade reinante.

 

Todas as vezes que ocorrem crises se discute o problema da segurança, um monte de propostas são feitas e acabam ficando só no papel... na prática não se implementa nada. Nós vivemos de crise em crise e o medo só faz aumentar, uma vez que mata-se e morre-se por nada! Neste contexto só podemos desejar que cada esquina tenha uma câmera para nos vigiar! É o admirável mundo novo em que vivemos.

 

A Diretoria

 


 

JUVENTUDE ATRÁS DAS GRADES!

 

Jundiaí possui cerca de 50 menores presos. São 13 na Cadeia Pública da cidade e 37 em unidades da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), na capital e em Campinas. Roubos à mão armada e tráfico de entorpecentes são os principais crimes cometidos pelos jovens infratores. No cadeião, eles estão em uma cela especial. "Queremos evitar que eles tenham contato com os mais velhos ou, se tiverem, que seja o menor possível", explica o juiz da Vara da Infância e Juventude do município, Jefferson Barbin Torelli.(Jornal de Jundiaí)

 

Quando se fala em tomar medidas legais para combater a criminalidade, inevitavelmente vem à tona a discussão sobre a redução da maioridade penal — a idade em que, diante da lei, o jovem passa a responder plenamente por seus atos, como um cidadão adulto. Existem atualmente no Congresso Nacional 54 projetos de lei com esse objetivo.

 

O assunto é complexo e envolve vários aspectos, como desigualdade e injustiça, que impedem acesso a benefícios sociais; falência da estrutura familiar que desagrega e deseduca o jovem, tanto os menos favorecidos quanto os de classe média.
 

É muito simples culpar os adolescentes de violência exacerbada, quando as verdadeiras causas estão na desigualdade e frustração, impondo uma mão de ferro para solucionar o problema dos menores infratores. Este não é o caminho ideal, que deve passar por soluções mais justas e sábias que respeitem os direitos dos menores. Não basta punir, é preciso criar condições para que as crianças e jovens tenham acesso à educação e demais direitos que lhes são devidos pelo Estado, livrando-se, assim, da condição de menores infratores.

 

A Diretoria


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