Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos no Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias,

Informações  e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de Jundiaí e Região - SEAAC JUNDIAÍ


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AO PÉ DA ORELHA

 

A NOVA CARA DO BRASIL

( Caderno Perspectivas - A Tribuna 27/12/09)

 

"No futuro 2009 talvez venha a ser conhecido como o ano em que o Brasil mostrou sua nova cara ao mundo. De eterno gigante adormecido, parece que passamos a figurar, definitivamente, entre os personagens mais importantes do cenário mundial. "A crise que assolou o planeta, por mais paradoxal que seja, empurrou o Brasil ladeira acima" (Delfim Neto). Um dos combustíveis para essa subida foi o mercado interno. "O consumidor brasileiro ajudou a remar contra a maré" (Armínio Fraga).

 

Do exterior, a visão é ainda mais encorajadora. O Brasil será a quinta economia do mundo em 2020, prevê relatório do Banco Mundial. Até quem nunca foi muito de nos elogiar, decidiu entrar na onda. "Emergente não. O Brasil já emergiu", afirmou Jamie Dimon, presidente do JP Morgan.

 

Alguns números reforçam tais expectativas. nos últimos anos mais de 20 milhões de brasileiros ingressaram nas classes C e D. Grandes empresas, como a GE, esperam pela primeira vez em 80 anos, faturar mais no Brasil (...). Em abril, no auge da crise a revista inglesa The Economist afirmou que diferentemente da maioria dos países, o crédito brasileiro foi mordiscado, mas não triturado. "Em comparação com o contexto anterior, no qual o Brasil sofria uma parada cardíaca a cada estresse de outras economias, isso é impressionante", dizia o texto.

 

Já para o The Guardian, que em agosto publicou um caderno de 20 páginas sobre o país, os números vão de bons a espetaculares: 1,4 milhão de empregos criados todos os anos; mais de US$ 100 bilhões em reservas (que excedem a dívida externa e tornam o Brasil credor internacional); 4,7% de inflação, o que é manso pelos padrões brasileiros; 4% de crescimento econômico e uma ligeira aproximação na diferença com a China. Ah, e no ano passo o mercado de ações cresceu 60%. para o periódico britânico, "quando o mundo pega uma gripe, o Brasil não mais pega uma pneumonia, (...) o futuro ainda não chegou, mas está mais perto agora do que já esteve em várias gerações"."

 

Não tem nada melhor que encerrar o ano com boas perspectivas. O balanço do início do século 21 já se mostra positivo para o país. Aliás, acreditamos que o futuro só não chegou porque ele está sempre à frente, mas o Brasil já é o país do PRESENTE! E muitas coisas boas ainda estão por vir! Receba 2010 de portas abertas e um sorriso no coração!

 

A Diretoria


 

 

Dezembro é tempo de RECOMEÇAR!

 

Por isso,

 

Não importa onde você parou... em que  momento da vida você cansou... O que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".

Recomeçar e dar uma nova chance a si mesmo... e renovar as esperanças na vida e o mais importante ... acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado...

Chorou muito? Foi limpeza da alma...

Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...

Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos...

Acreditou que tudo estava perdido? Era o inicio da tua melhora...

Pois é... agora e hora de reiniciar... de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um corte de cabelo arrojado... diferente? Roupas novas? Um novo curso... ou qualquer outra coisa. Olha quanto desafio... quanta coisa nova nesse mundo te esperando.

Está se sentindo sozinho? Besteira... tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento”... tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza... ficamos horríveis... o mau humor vai comendo nosso fígado... até a boca fica amarga. Recomeçar...

Hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar?

Vá alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor... se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental... jogue fora tudo que te prende ao passado... ao mundinho de coisas tristes... fotos... peças de roupa, bilhetes de viagens... e toda aquela tranqueira que guardamos... jogue tudo fora... mas, principalmente... esvazie seu coração... e fique pronto para a VIDA!

Porque você é do tamanho daquilo que sente, que vê e que faz... não do tamanho que os outros o enxergam.

(Recomeçar - Carlos Drummond de Andrade)

 

A Diretoria


 

Lei Ameaçada

 

A “Lei Maria da Penha” está sob ameaça  no Senado federal, onde tramita um projeto de lei (PLS 156/09) que modifica o Código de Processo Penal, no qual os crimes de violência contra a mulher voltam a ser de menor importância, sedo resolvidos com penas pecuniárias, como pagamento de cestas básicas e indenizações, ou seja, caindo novamente na impunidade.

 

 “Estou apavorada com essa reforma”, disse Maria da Penha sentada em sua cadeira de rodas, vitimada por um tiro disparado pelo seu ex-marido, fato que gerou a Lei com seu nome.  E não é pra menos uma vez que a lei será basicamente é revogada com esse novo Código de Processo Penal.


Parece que os homens estão realmente incomodados com esta lei que os impede de desafogar sua violência na parte fisicamente mais fraca, uma vez que sabem serão penalizados. Desde que foi criada a Lei Maria da Penha, em 2006, 150 mil processos foram instaurados nos Juizados da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher no país.Mais de 1,8 mil homens foram presos e quase 20 mil mulheres foram beneficiadas com medidas de proteção e segurança (dados do Conselho Nacional de Justiça. Em auxílio a essas mulheres espancadas pelos companheiros, foram criadas as Delegacias das Mulheres. Juntas, a Lei Maria da Penha e as delegacias, tem conseguido diminuir consideravelmente a violência contra as mulheres. O medo de ser preso e pegar uma condenação, faz com que esses valentões pensem duas vezes, antes de espancarem suas companheiras. Elas, por sua vez, tomaram coragem e estão denunciando seus algozes.

 

Se a Lei Maria da Penha for modificada, namorados, maridos, companheiros poderão espancar e matar, pois não haverá punição.

 

A Diretoria


 

 

16 DIAS DE ATIVISMO - COMPROMETA-SE!

 

Desde 1991, de 25 de novembro a 10 de dezembro, ativistas de todas as regiões do mundo têm participado da Campanha dos 16 dias de Ativismo contra a Violência de Gênero. A mensagem fundamental da campanha é a chamada de unificação para o movimento de mulheres e o reconhecimento de que a violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos, que atinge aos povos de cada país, cada raça, classe, cultura e religião.

 

A Campanha 16 Dias de Ativismo tem um papel relevante na promoção do debate e propõe dar visibilidade às várias formas de violência contra as mulheres, estimulando o reconhecimento de condutas corriqueiras como formas de violência e a adoção de comportamentos críticos, de resistência e de alteração dessas condutas. Ao sensibilizar diversos setores da sociedade, incluindo os legisladores das esferas públicas, a Campanha contribui para a implementação efetiva do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e o do Plano Nacional de Política para as Mulheres.

 

A campanha dos 16 dias também dá oportunidade aos ativistas para trabalhar juntos em solidariedade, utilizando esse período no qual há um aumento da atenção ao tema a nível internacional para procurar apoio aos seus esforços.

 

O tema da campanha deste ano é:

 

COMPROMETA-SE ▪ ATUE ▪ RECLAME: PODEMOS ACABAR COM A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES ! COMPROMETA-SE: TODOS E TODAS SOMOS RESPONSÁVEIS!

 

No Brasil, a Campanha começa mais cedo, em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra para evidenciar a dupla violência vivenciada pelas mulheres negras decorrentes do sexismo e do racismo e inclui as seguintes datas: 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres, 1º de Dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids, 6 de dezembro, Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo fim da Violência contra as Mulheres, encerrando-se em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

 

A Diretoria


 

O Trabalhador é o Patrão de seu Sindicato

 

"Se os trabalhadores são capazes de enfrentar a labuta do dia a dia, é evidente que são capazes de fiscalizar os gastos do seu sindicato", diz o presidente Lula com razão. O dinheiro da contribuição sindical, não é público, são valores contribuídos pelos trabalhadores  que ajudam a manter o sindicato, uma entidade pública, porém de direito privado.

 

Engana-se quem pensa que as entidades sindicais não têm de dar satisfações sobre a aplicação que dão aos valores recebidos através do imposto sindical. Todos os sindicatos têm um conselho fiscal, que administra e controla os gastos da entidade e deve prestar contas ao trabalhador através de assembléias específicas que tratam das questões financeiras, fazendo a previsão orçamentária de receitas e despesas do exercício seguinte, análise e discussão do balanço financeiro e patrimonial, prestando informações sobre receitas e despesas. Os dirigentes sindicais eleitos pela categoria, só podem reeleger-se se estiverem com as contas em ordem e o trabalhador brasileiro está muito bem qualificado para fiscalizar a entidade que o representa.

 

E, as despesas para manter um sindicato em franca atividade não são poucas. É preciso uma sede e subsedes que possam facilitar o acesso nas regiões distantes, funcionários e profissionais liberais qualificados  para atender às necessidades do trabalhador, coordenando, esclarecendo, orientando, defendendo, negociando, lutando para manter e conquistar direitos para a categoria. É preciso uma diretoria qualificada e educada para entender as exigências políticas, econômicas e sociais que o momento histórico exige, mantendo sempre uma postura de transparência na gestão da entidade.

 

Na verdade, cada trabalhador é o verdadeiro patrão de sua entidade sindical e tem o dever e o direito de exigir que as contas sejam sempre prestadas a ele, a razão da existência e manutenção do Sindicato. E isto vale para as federações, confederações e centrais sindicais.

 

A Diretoria


 

MARCHA DE TRABALHADORES

 

Pela 6ª vez consecutiva os trabalhadores irão marchar em Brasília. Desta vez será no dia 11 de novembro, e a principal reivindicão é a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas, uma forma de defesa do emprego, do trabalho decente e da renda do trabalhador, além de considerável melhoria em sua qualidade de vida.

 

Mais emprego significa mais renda, mais mercado interno, mais crescimento econômico. É o círculo virtuoso da economia que cada brasileiro deseja. Assim,  ampliação do mercado de trabalho e a valorização dos salários é a base necessária para dar qualidade ao projeto nacional de desenvolvimento.

 

Sempre  é bom lembrar que nos últimos anos a marcha, sob a coordenação das Centrais Sindicais, ajudou os trabalhadores a obter grandes conquistas como a política de valorização do salário mínimo que irá vigorar até 2023 e o aumento real para os aposentados que ganham acima do mínimo.

 

E, a razão maior de termos registrado estes avanços foi a participação de cada dirigente sindical, de cada militante, que acredita na importância da mobilização e convence muitos outros companheiros e companheiras a participar.  Este ano não será diferente!

 

A Diretoria

 


 

ELAS ADMINISTRAM MELHOR!

 

"Algum tempo atrás perguntei ao representante do Banco Mundial no Brasil o que era necessário para fazer um programa de assistência social importante, o que distinguia um programa bem feito de um mal feito. Ele, Banco Mundial que faz programas sociais no mundo inteiro, me disse: Não há uma regra fixa, depende das condições políticas, condições de liderança, se tem sindicato envolvido, entidades religiosas, da condição política da comunidade... mas tem uma coisa que é obrigatória para o programa social dar certo, é o elemento central, sem ele nenhum programa dá certo: o dinheiro tem de ir para mão da mulher!" (Paulo Henrique Amorim)

 

E não foi só o representante do banco mundial que percebeu este fato. Também pensa assim Muhammad Yunus, ganhador do Nobel da Paz 2006 e criador do Grameen, maior banco de microcrédito do mundo, fundado em Bangladesh. Convencido de que emprestar dinheiro para mulheres resulta em maior impacto social, ele resolveu que sua luta no combate à pobreza deveria ter foco nelas.

 

Por estas e outras, não precisamos fazer muito esforço para perceber que as mulheres administram o dinheiro com mais eficiência e cuidado que os homens. Elas contam com uma visão de longo prazo, senso de oportunidade, tem paciência para pesquisar preços, eliminar gastos supérfluos e planejar despesas maiores, tudo isso em casa ou no trabalho. “Elas sabem guardar dinheiro para quando necessário  sabem colocar o urgente antes do importante, sabem separar o necessário do desejado, sabem fazer poupança e garantir o futuro”. (

 

Exemplo disso tudo é o constante aumento da presença feminina  no mercado de trabalho, onde profissionais equilibradas conseguem construir uma carreira bem-sucedida, investindo em relacionamentos saudáveis com familiares e amigos, levando para fora de casa suas impressões, crenças e valores, modificando definitivamente a sociedade em que vivemos. Para muito melhor é claro!

 

A Diretoria

 


 

CADA UM REALIZANDO SEU SERVIÇO

 

As audiências dos juízes criminais do Fórum de Jundiaí, Maurício Garibe (1ª Vara), Jane Rute Nalini Anderson (3ª) e Clóvis Elias Thamê (2ª) sofreram atrasos de cerca de 1h30, dia 15/09. O motivo foi bizarro: falta de algemas na  PM para os 15 presos da Cadeia Pública que seriam escoltados para prestar depoimentos. Foi necessário pedir reforço da Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas (Rocam), para buscar mais "material de trabalho" no quartel.


Se não bastasse isso, como o número de presos era grande e não dava para levar todos em quatro viaturas das rondas dos bairros, foi preciso utilizar um camburão chamado de "Maria Fumaça", da Polícia Civil, que circula em condições precárias. O assoalho da viatura está cheio de ferrugem, com lata solta que pode provocar ferimentos.


Os soldados da PM não quiseram comentar os problemas que tiveram para transportar os presos. Mas quando a viatura da Polícia Civil ficou cheia, quatro presos tiveram de ir para um Palio Weekend, que estava com a suspensão danificada e "rebaixada".  Ontem, o serviço de escolta completou uma semana nas mãos da Polícia Militar. O serviço era realizado pela Polícia Civil.
(Jornal de Jundiaí)

 

Esta matéria ilustra bem a situação de penúria que vive a polícia, já há um bom tempo, com a falta de investimentos em recursos humanos, estrutura física, equipamentos, mobiliário e viaturas. A falta de equipamento, treinamento e condições dignas de trabalho acabam se refletindo no atendimento à população, nas investigações de crimes, no envio de inquéritos policiais ao Poder Judiciário, no transporte de presos, na falta de habilidade para lidar com situações de risco, na truculência, na corrupção etc.

 

Para funcionar a polícia tem que ser pensada por profissionais de segurança pública, a partir dos indicadores sociais e da realidade local. Polícia precisa ter parâmetros de ação locais e regionais, além de diretrizes pré-estabelecidas de trabalho; precisa trabalhar com metas; tem que ter treinamento adequado e reciclagem permanente, precisa de equipamento adequado, precisa ter liberdade de ação e a cabeça na Lei.

 

A responsabilidade de prover é do governo, o responsável pela segurança pública, que não faz sua parte como deveria, mas cabe também à sociedade cobrar de seus governantes e ajudar naquilo que estiver ao seu alcance, como por exemplo interagir com a polícia, uma atribuição dos Conselhos de Segurança Comunitária, que promovem a integração polícia e comunidade, acompanhando e avaliando os serviços prestados. Na verdade, a eficiência do trabalho da polícia está intimamente ligada ao bom relacionamento entre cidadãos e policiais, com a sociedade atuando sobre a polícia, cobrando a sua devida proteção e a polícia atuando sobre a sociedade na medida em que é capaz de realizar a contento o seu serviço.

 

A Diretoria


 

MUITA ÁGUA VAI ROLAR DEBAIXO DA PONTE!

 

O tempo continua passando acelerado e o segundo semestre está agitado para os trabalhadores.

A redução da jornada sem redução de salário já está na pauta da Câmara, uma vitória conquistada com argumentos coerentes e sólidos.

 

Finalmente também conseguimos uma melhoria para as condições de reajuste das aposentadorias acima do mínimo que há dez anos vem sendo achatadas pelo governo. O famigerado fato previdenciário será modificado, abrindo uma chance para aquele que se aposenta de receber o benefício integral.

 

O seguro desemprego valerá como tempo de serviço. Por tabela, aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de contribuição, aposentadoria especial, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, auxílio-acidente, pensão por morte e auxílio-reclusão serão recalculados tendo seu valor alterado a favor do beneficiário.

 

O mínimo também foi contemplado e a atual política de reajustes será mantida até 2023, garantindo todos os anos, aumentos reais iguais aos do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

 

Correndo por fora, sem alarido e disfarçada de discussão sobre o tamanho da constituição brasileira, esta na pauta de votação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania , a (PEC) 341/09, do deputado Regis de Oliveira (PSC/SP), pretende acabar em uma única tacada com todos os direitos e garantias sociais, como os direitos trabalhistas, previdenciários, dos servidores, sindicais, entre outras conquistas sociais promulgadas pela Constituição de 1988. Uma verdadeira afronta à sociedade que já fez acender a luz amarela no movimento sindical brasileiro.

 

Os trabalhadores foram às ruas, manifestaram-se no Congresso Nacional, mostraram união e força para manter e buscar novos direitos, e ainda tem muita água para rolar debaixo da ponte, pois muitos interesses que estão para ser decididos pelo Congresso, se não forem votados este ano correm o risco de ficar em compasso de espera, uma vez que 2010 é ano eleitoral e o Brasil deve parar; por conta disso, as Centrais Sindicais estão fazendo um intensivo “corpo a corpo” nas Casas Legislativas.

 

Enquanto tudo isso acontece as lideranças femininas da CGTB estão preparando o Encontro Nacional de Mulheres da CGTB e já definiram que o eixo central do Encontro terá o lema “Os desafios da mulher no mercado de trabalho”. Subtemas como “A mulher no desenvolvimento do país” abordará qualificação profissional, a situação atual da mulher e políticas públicas para mulheres. Já o subtema “Mulheres e seus direitos” debaterá creches, saúde, formação e proteção social. “Participação da mulher” discutirá política partidária e liderança sindical. Durante o Encontro surgirão propostas para o Plano de Ação das Mulheres.

 

Pois é, daqui até o final do ano muita água ainda vai correr e vamos fazer com que sirva para irrigar nossa plantação!

 

A Diretoria


 

REDUÇÃO DA JORNADA

 

A redução da jornada semanal, sem redução de salários continua dando um bocado de “pano pra manga”, principalmente depois de 30 de junho, dia histórico, no qual os trabalhadores conseguiram colocar na pauta de votação do Congresso o projeto de emenda constitucional - PEC que trata do assunto.

 

Assim enquanto os trabalhadores continuam mobilizados em torno da aprovação do PEC, o setor patronal, sem nenhuma criatividade, continua martelando nos mesmos motivos sem fundamento que utiliza há pelo menos um século, para impedir esta conquista, contanto com os votos dos deputados empresários que militam na Casa.

 

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro (PTB/PE), se diz preocupado com a discussão do tema neste momento. "É inoportuno o debate de uma questão tão delicada em meio a uma crise econômica", afirmou. A medida, na avaliação dele, exige um debate mais cuidadoso, "porque é muito sensível devido ao forte impacto que gera nos custos, tanto para o comércio como para a indústria".


Traduzindo, o lado patronal quer continuar lucrando em cima de seus empregados, sem reduzir seus ganhos de produtividade (que cresceu 27% desde 2000), limitando-se a conceder apenas o aumento salarial, duramente negociado.

 

Os trabalhadores sabem que esta é uma luta ideológica e que só vencerá quem tem razão, por isso enquanto o setor patronal chora suas mágoas, antevendo perder uma pequena fatia da riqueza gerada pelos trabalhadores, estes continuam sua mobilização, contatando os deputados no Congresso, saindo aos milhares às ruas, justificando plenamente seus argumentos a favor do projeto.

 

Existem hoje no Brasil cerca de 24 milhões de trabalhadores no mercado formal, dos quais 70% trabalha acima de 40 hortas semanais, ou seja, 17 milhões. Estima-se que a redução da jornada irá gerar 2 milhões de novos empregos,  e um impacto de apenas 1,9% no caixa das empresas.

 

A geração de tantos empregos, representará muito para os trabalhadores que conseguirão uma colocação a curto prazo e para muitos outros que serão absorvidos ao longo dos anos vindouros, uma vez que a nova composição da produção e o aumento do consumo exigirá mais trabalhadores com jornada menor.

 

Nunca, em qualquer momento da história recente, os trabalhadores estiveram tão unidos e coesos em torno de uma bandeira e isto é metade do caminho andado!

 

A Diretoria


 

ENCONTRO DE MULHERES TRABALHADORAS

 

Mais uma vez as mulheres trabalhadoras estão se reunindo para organizar um evento. Trata-se do Encontro Nacional da Mulher da CGTB, sob a coordenação do Departamento Nacional da Mulher.  Naturalmente, muitos temas estarão disputando um espaço neste encontro, pois, muitos ainda são os problemas enfrentados pelas mulheres trabalhadores deste país.

 

As maiores dificuldades enfrentadas estão relacionadas à própria condição feminina, pretexto utilizado para justificar a discriminação da mulher no trabalho e para lhe impor salários inferiores, sob a alegação de que o custo da mão-de-obra feminina é superior em função das leis trabalhistas ligadas à maternidade e ao cuidado infantil, à licença maternidade, horários para amamentação, creche, proteção contra demissões e o cuidado com os filhos doentes.

 

Entretanto, pesquisa elaborada pela Organização Internacional do Trabalho - OIT derruba este mito. A verdade é que os custos relacionados ao valor gasto em um posto de trabalho ocupado por uma mulher, de acordo com a OIT, representa,  no Brasil, 1, 2 % da remuneração bruta mensal, uma vez que o salário-maternidade é pago pelo sistema de seguridade social e não pelo empregador. O gasto efetivo das empresas fica apenas por conta do auxílio-creche e do direito a amamentação.

 

Mas, entender a simples equação custo x benefício nem sempre é fácil para os empregadores. Por conta disso e inúmeros outros percalços, o movimento de mulheres trabalhadores precisa estar sempre com a guarda erguida para poder avançar em suas justas reivindicações.

 

Assim, é hora das trabalhadoras procurarem seus sindicatos somando sua força aos demais companheiros, avançando na luta por mais emprego, mais direitos, mais justiça social. A finalidade deste nosso encontro é encontrar estratégias que possam nos conduzir para estes objetivos.

 

A Diretoria


 

O Apagão e o Curto Circuito

 

O escândalo do Apagão foi uma crise nacional, sem precedentes no Brasil, que afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica. Ocorreu nos dois últimos anos do governo de  Fernando Henrique Cardoso, em 2001 e 2002. Custou 45,2 bilhões. Os consumidores pagaram 60% do prejuízo do apagão por meio de aumentos nas contas, o repasse tarifário. Esse percentual equivale a R$ 27,12 bilhões. O restante foi custeado pelo Tesouro Nacional, o que também onerou os contribuintes.

 

Após toda uma década sem investimentos na geração e distribuição de energia elétrica no Brasil, um racionamento de energia foi elaborado às pressas, na passagem de 2000 para 2001, quando o governo FHC foi surpreendido pela necessidade urgente de cortar em 20% o consumo de eletricidade no País. Assim, estipularam benefícios aos consumidores que cumprissem a meta e punições para quem não conseguisse reduzir seu consumo de luz. No final de 2001 felizmente choveu muito e o racionamento pôde ser suspenso em fevereiro de 2002.

 

A crise de 2001 não foi uma fatalidade, fruto de um capricho da natureza; foi fruto do aumento contínuo do consumo de energia devido ao crescimento populacional e ao aumento de produção  pelas indústrias (que exige planejamento antecipado e execução de políticas econômicas governamentais para suprir, a tempo, as necessidades de expansão da produção de energia) e falta de combate contínuo ao desperdício de energia (através de políticas governamentais de esclarecimento à população e financiamento dirigido para incentivar a substituição de máquinas obsoletas de alto consumo etc).

 

Não há dúvidas de que o ano de 2001 ficará marcado na memória dos brasileiros não apenas pelo impacto econômico que o racionamento de energia causou, tais como a redução do crescimento econômico, aumento do desemprego, aumento do déficit da balança comercial, perda de arrecadação de impostos e efeito inflacionário, como também, pelos grandes incômodos que a privação de energia causou à população.

 

Passados alguns anos, o problema parece persistir. Há um curto circuito à vista no fornecimento energético brasileiro de curto prazo. Segundo estimativa de especialistas, a demanda nacional de energia elétrica será cerca de 1,2% maior que a oferta já em 2010. E aí, como será? Pagaremos nova conta e teremos novos transtornos energéticos?

 

A Diretoria


 

Um passo importante rumo às 40 horas

 

Dia 30 de junho de 2009, a comissão especial sobre a PEC 231/95 aprovou por unanimidade a proposta que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, com aumento do valor da hora extra de 50% para 75% do valor da hora normal.

 

A decisão repercutiu de modo positivo no mundo do trabalho, mas no mundo empresarial, a decisão não foi bem recebida. Mesmo com todo debate e vários estudos mostrando que a redução da jornada poderá gerar cerca de 2 milhões de novos postos de trabalhos e ainda produzir benefícios sociais tanto para o trabalho quanto para o capital, os patrões continuam agarrados à teses que não encontram respaldo na realidade.  A CNI (Confederação Nacional da Indústria) manifestou-se de forma ameaçadora sobre esta aprovação na Câmara. É preciso não esquecer que grande parte de nossos parlamentares são empresários.

 

Neste momento histórico, a crise econômica tem sido bastante explorada pelos empregadores como argumento contrário à redução da jornada, mas vale lembrar que em tempos de expansão e consumo interno, quando há estabilidade e controle da inflação, os patrões também não eram favoráveis à redução da jornada, sem redução de salários, pois, reduzir seus lucros escorchantes não faz parte de suas diretrizes.

 

Infelizmente, para a classe patronal, o cenário político econômico brasileiro, apesar da crise, tem se encarregado de não fornecer sustentação para esta postura inflexível e esta é uma batalha na qual os trabalhadores não vão “morrer na praia”, vão vencer através da unidade e força do movimento sindical que os aglutina, ainda que os desafios que estejam por vir sejam de grande monta. Sabemos que incluir a PEC na pauta de votação da Câmara foi apenas o primeiro passo de um duro caminho que estamos preparados para percorrer.

 

A Diretoria


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