Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos no Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias,

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AO PÉ DA ORELHA

ORGANIZA O NATAL!

Carlos Drummond de Andrade

 

"Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

 

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

 

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

 

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

 

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

 

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

 

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

 

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

 

A morte não será procurada nem esquivada e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

 

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a universidade inclusive.

 

E será Natal para sempre."

 

Feliz Natal, Próspero Ano Novo, são os votos do SEAAC!

 

A Diretoria

 


 

LONGEVIDADE CRESCE, APOSENTADORIA DIMINUI!

 

A cada vez que é medida a longevidade do brasileiro, que nas últimas 3 décadas aumentou indicando melhoria na qualidade de vida da população, os idosos são penalizados com a redução de sua renda ao se aposentar. Parece piada, mas é assim que funciona a previdência no Brasil. Maior a expectativa de vida, mais tempo para viver fazendo malabarismos com uma renda pífia, graças ao chamado Fator Previdenciário, um mecanismo agressivo, que leva em conta a longevidade do contribuinte para reduzir os benefícios pagos pela Previdência.

 

Em média, a cada três anos, o brasileiro vê sua expectativa de vida avançar 12 meses. Seguindo essa fórmula, o cálculo do fator é corrigido anualmente pelo INSS, conforme cresce a estimativa medida pelo IBGE. Pela composição do fator, a cada ano que passa, o segurado perde entre 0,5% (homens) e 0,6% (mulheres) no valor da aposentadoria.

 

O Senado aprovou em 2008 um projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) que extingue o famigerado fator, mas a proposta está parada na Câmara, sem expectativa para entrar em votação. Sem pressão popular, vai ficar por isso mesmo.

 

Ora, esta é uma briga de todos os brasileiros, cabendo ao movimento sindical participar desta luta, através da mobilização dos trabalhadores, aposentados e da ativa, para que se posicionem contra essa injustiça praticada contra aqueles que conquistaram, à custa do seu esforço – e de sua contribuição –, o seu direito à uma aposentadoria digna. Esta é uma justa reivindicação da classe trabalhadora por um Brasil mais equânime, assim como a redução da jornada de trabalho, a queda da taxa de juros, a correção da tabela do Imposto de Renda e a manutenção da  política de valorização do salário mínimo, entre outras demandas que estarão na pauta do trabalhador para 2015.

 

A Diretoria


 

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER É CASO DE POLÍCIA

 

A violência contra a mulher é uma epidemia mundial de efeitos devastadores, que provoca danos físicos, emocionais, financeiros e sociais em mulheres, crianças, famílias e comunidades. Os direitos das mulheres são direitos humanos e a mulher tem o direito fundamental de viver sua vida livre de todas as formas de violência.

 

No Brasil, embora a lei Maria da Penha tenha trazido um grande avanço no combate à violência contra a mulher, ela ainda não está completamente implementada e os casos de agressões engrossam as estatísticas mobilizando discussões na sociedade, que não deseja conviver com essa rotina.

 

Organizar ações que buscam soluções para mudar esse quadro, através da informação, educação, conscientização, discussão de políticas é o objetivo da campanha “16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, realizada no Brasil entre 25/nov, Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres e 10/dez, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Entidades, grupos e membros da sociedade promovem neste período diversas ações como palestras, oficinas, encontros, debates, vigílias, caminhadas, que incentivam a discussão do assunto.

 

Mulher, diga não à violência e discriminação! Se você ou alguém que você conhece já sofreu agressões físicas, verbais ou sexuais do parceiro, namorado ou ex e sente medo e vergonha de falar sobre isso, entenda que é importante enfrentar o problema. Denuncie, compartilhe sua vivência, você poderá ajudar a você mesma e a quem ainda mais necessita. Violência contra a mulher é caso de polícia.

 

A Diretoria

 


 

NOVEMBRO AZUL, ALERTA VERMELHO!

 

Saímos do Outubro Rosa e entramos no Novembro Azul! Enquanto as mulheres começam a reduzir os gráficos que apontam as mortes causadas pelo câncer de mama, os homens ainda estão engrossando as estatísticas de mortes causadas pelo câncer de próstata.

 

O movimento Novembro Azul é realizado com o objetivo de  alertar a sociedade sobre a importância do exame preventivo anual para o câncer de próstata, doença comum entre os homens, com incidência superior ao câncer de mama que acomete as mulheres.

 

Entre os fatores de risco incluem-se a hereditariedade, a idade, a alimentação inadequada, hábitos como consumo excessivo de álcool e tabagismo, sobrepeso etc.

 

Infelizmente, a cultura patriarcal de vivemos exige que os homens escondam suas fragilidades, sendo educados de tal forma que acabam acreditando que são imunes às doenças, enquanto desenvolvem o medo de descobrir que são portadores de qualquer mal. Eles simplesmente se fecham e não fazem exames preventivos, por medo de saber, por desinformação, por preconceito. Ignoram que quando detectado no início o câncer de próstata tem uma alta chance de cura (90).

 

Precisamos mudar esse quadro agora, através da educação e informação que devem atingir tanto homens quanto mulheres, afinal o núcleo familiar é a base de qualquer indivíduo.  Assim como as mulheres que hoje já recebem orientação desde a infância, os homens também devem ser educados para cuidar de sua saúde, recebendo uma chance concreta de ampliar seu futuro através da prevenção.

 

A Diretoria


 

DIA DE JUSTIÇA PARA OS APOSENTADOS DO BRASIL

 

A desaposentação está em julgamento no STJ por não ter previsão legal, ou seja, em nenhuma Lei ou mesmo na Constituição existe previsão sobre a possibilidade de se desaposentar, que é o ato de renunciar ao atual benefício para concessão de um mais vantajoso com a inclusão do tempo posterior e valores recolhidos após a primeira aposentadoria.

 

A desaposentação é um tese que entende que é injusto o trabalhador continuar contribuindo obrigatoriamente para o regime do INSS sem ter direito a contraprestação dos valores descontados em sua folha de pagamento, que já se transformou em direito garantido a diversos segurados em todo o Brasil através da construção jurisprudencial, ou seja, os Tribunais tem garantido esse direito mesmo que não previsto em Lei.

 

O assunto está nas mãos do Superior Tribunal de Justiça que tem a oportunidade de reconhecer direitos omissos, sem considerar válido o argumento econômico de prejuízo aos cofres previdenciários que não justifica levar milhares de trabalhadores, no fim de vida, a ficarem em estado de penúria.

 

Deve haver um clamor nacional para que o Supremo julgue este direito a uma aposentadoria melhor e que a sentença marque um “Dia de Justiça” para o povo brasileiro; de justiça com aqueles trabalharam muito mais que o necessário para se aposentar e hoje vivem com um benefício vergonhoso, reduzido ao máximo pelo fator previdenciário, outra injustiça que os aposentados tem de suportar.

 

Esperamos que o STF reconheça o direito que não está previsto em Lei, porque a função do Poder Judiciário é justamente essa, reconhecer direitos quando nossos legisladores são falhos e omissos.

 

A Diretoria


 

CRESCE ADESÃO AO OUTUBRO ROSA

 

Estamos em pleno Outubro Rosa e a cada ano a adesão ao movimento mundial para prevenção do câncer de mama aumenta “a olhos vistos”! O nome do evento remete à cor do laço rosa que simboliza mundialmente a luta contra a doença. 

 

Durante todo o mês são realizados eventos que buscam alertar sobre a necessidade do diagnóstico precoce e os riscos que a doença pode trazer pois é a mais comum entre as mulheres e a segunda mais frequente em todo o mundo. Detectada precocemente, as chances de cura do câncer de mama são de 95%.

 

A falta de informação faz com que muitas brasileiras não saibam que a mamografia, o exame que pode detectar precocemente a doença, é oferecida gratuitamente pelo sistema de saúde, aumentando a possibilidade de cura e de sobrevida entre aquelas que já desenvolveram a doença. Também não sabem que toda mulher tem o direito de ser tratada em até 60 dias após o diagnóstico do câncer de mama, de acordo com a chamada Lei dos 60 Dias (12.732/12), sendo o início da contagem a data do diagnóstico da doença no exame (laudo patológico). Por isso é preciso informar para conscientizar.

 

Para incentivar e alertar a população da importância da prevenção o movimento embeleza com seu tom rosa, nas mais diversas tonalidades, monumentos e locais históricos, para lembrar, de modo elegante e feminino, a importância da luta contra o câncer que mais mata mulheres em todo o mundo.

 

Estimativa do Instituto Nacional do Câncer INCA, prevê mais 57 mil casos este ano. Previna-se e não faça parte desta estatística. Não perca nenhuma oportunidade para informar, esclarecer, incentivar este legítimo movimento que merece o apoio e o engajamento de todos nós.

 

A Diretoria


 

IGUALDADE E EQUIDADE DE GÊNERO

 

Volta e meia vemos manchetes que falam em igualdade ou equidade de gêneros, termos que acabam sendo confundidos no dia a dia. Para entender as diferenças, precisamos primeiro lembrar que o sexo biológico é determinado por características genéticas e anatômicas, o gênero é uma identidade adquirida e refere-se à variedade de papéis e relacionamentos construídos pela sociedade para os dois sexos. Por isso, o gênero muda ao longo do tempo e varia muito dentro das diferentes culturas em todo o mundo.

 

Assim, a igualdade de gênero descreve o conceito de que todos os seres humanos, tanto mulheres como homens, são livres para desenvolver as suas capacidades pessoais e fazer escolhas sem as limitações impostas por estereótipos. Igualdade de gênero não significa que as mulheres e homens têm de ser idênticos, mas que os seus direitos, responsabilidades e oportunidades não dependem do fato de terem nascido com o sexo feminino ou masculino.

 

Enquanto a equidade entre gêneros significa que homens e mulheres são tratados de forma justa, de acordo com as respectivas necessidades. O tratamento deve considerar, valorizar e favorecer de maneira equivalente os direitos, benefícios, obrigações e oportunidades entre homens e mulheres. (Fonte: Princípios de Empoderamento das Mulheres – Igualdade significa negócios, publicação do Pacto Global da ONU e ONU Mulheres)

 

Isto posto, fica fácil perceber que a busca pela igualdade de gêneros passa prioritariamente pela educação e mudança de paradigmas culturais, que possam mudar a mentalidade social tanto de homens quanto de mulheres, enquanto a equidade está diretamente ligada à aplicação de uma forma de tratamento justa entre homens e mulheres. São conceitos que se complementam.

 

A promoção da igualdade e equidade de gêneros é uma tarefa árdua e complexa que exige compromisso do governo, instituições do estado, empresas, organizações de trabalhadores, entidades sociais, que possam colocar em ação políticas, programas e ações que enfrentem as diversas manifestações de desigualdade. Os avanços existem, mas muito ainda há por fazer.

 

A Diretoria


 

AINDA EXISTE MUITO ESPAÇO SER OCUPADO PELAS MULHERES NA POLÍTICA

Matéria divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral nos faz refletir sobre a participação das mulheres na política brasileira. Veja só:

 

O número de mulheres em disputa por algum cargo nas Eleições Gerais deste ano é 46,5% maior do que no último pleito, em 2010. Em 22 de julho, os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostravam que no universo de quase 25 mil candidatos em todo o Brasil, 7.407 são do sexo feminino, representando 29,73% do total de concorrentes em 2014. Na Eleição de 2010, eram 5.056 candidatas (22,43%).

 

A disputa para deputado federal e estadual registrou o maior número de mulheres candidatas: juntos os postos somaram 7.237 candidaturas, 2.404 a mais do que em 2010. Nas eleições deste ano, 2.057 mulheres (30,45%) irão concorrer nas vagas abertas ao cargo de deputado federal. Nos estados, o número também é expressivo, com 4.880 candidaturas femininas (30,04%) que disputarão as vagas nas assembleias legislativas. Em ambos os casos observa-se um crescimento de cerca de 50% de candidaturas femininas em 2014, na comparação com as Eleições Gerais de 2010. Para o cargo de deputado distrital, serão 300 mulheres na disputa em 2014 (29,91%). Em 2010, 224 mulheres concorreram ao cargo (25,33%).

 

Já na disputa por uma vaga ao Senado Federal, a situação será diferente neste ano. A renovação será de um terço das 81 cadeiras. Em 2010, dois terços da Casa foram renovados. Apesar de o número total de candidaturas ter sido superior naquele ano, com 272 contra os 181 registrados em 2014, o número de candidatas mulheres se manteve praticamente estável: em 2010, foram 36 candidatas e, neste ano, 35 concorrem no pleito.

 

A participação feminina na disputa ao cargo de governador neste ano também se manteve equilibrada na comparação com a Eleição Geral anterior. As mulheres representaram cerca de 10% do total de candidatos para a vaga nos dois pleitos. Em 2014, serão 17 candidatas aos governos estaduais. Situação parecida foi observada no caso de candidatos a vice-governador, 43 candidaturas em 2014 contra 42 em 2010.

 

Para o cargo de presidente da República, nas eleições deste ano, num total de 11 registros apresentados à Justiça Eleitoral, dois são do sexo feminino (18,18%). Já para a ocupação de vice-presidente o número é maior: quatro mulheres vão disputar a vaga (36,36%). Em 2010, o número total de concorrentes ao cargo máximo do Executivo era menor, com nove candidatos, sendo duas candidatas mulheres. Na disputa pela Vice-Presidência, apenas uma mulher disputou a vaga naquele ano.

 

(...) a mulher está conquistando o seu espaço no cenário político. Atualmente, o país é chefiado por uma mulher, a legislação incentiva a presença dela na política, a participação feminina cresce no âmbito do Judiciário e o eleitorado brasileiro é composto, em sua maioria, pelo gênero feminino (52,13%). No entanto, apesar de todos os avanços, um ranking divulgado no início do ano aponta que de 188 nações, o Brasil é o 156º no que se refere à representação da mulher no Poder Legislativo.

 

É fácil perceber que ainda existe muito espaço a ser ocupado pelas mulheres na política e para que elas possam aumentar sua representatividade é necessário realizar campanhas de incentivo e proporcionar condições para que elas participem dos processos decisórios do país através de uma reforma que contemple o voto proporcional, com listas fechadas com alternância de gênero, o acesso das mulheres aos recursos partidários, a conscientização dos partidos para instituírem também cotas extras voluntárias para as mulheres e a punição dos partidos que não cumprirem com o que prevê a legislação, entre outros itens que possam equilibrar a igualdade dos gêneros. Apesar das dificuldades, a mulher brasileira é uma guerreira e vai conquistar seu empoderamento, isto é líquido e certo.

 

A Diretoria

 


 

FEMINICÍDIO

 

Feminicídio é um crime de ódio ou desprezo contra as mulheres; é o assassinato motivado pelo fato da vítima ser mulher, em uma sociedade marcada pela desigualdade de gênero.

 

Com uma taxa de 4,4 assassinatos para 100 mil mulheres, o Brasil está entre os países com maior índice de homicídios femininos, ocupando a sétima posição em um ranking de 84 nações, passando a frente de países em guerra, segundo dados do Mapa da Violência 2012. Além disso, uma em cada cinco mulheres é ou será vítima de violência sexual ao longo da vida, segundo dados da Organização das Nações Unidas – ONU.

 

Esses números indicam que a violência contra a mulher é um problema social de caráter endêmico, no Brasil e no mundo. As altas taxas de feminicídio estão acompanhadas de elevados níveis de tolerância à violência contra as mulheres em nossa sociedade e a falta de recursos para implementar corretamente a lei Maria da Penha, que poderia coibir esta prática. Além disso, o feminicídio não faz parte de nosso código penal.

 

Apesar disso, os avanços existem, mas a violência cometida no contexto familiar e doméstico ainda são muito difíceis de controlar e tornam aquilo que deveria ser um lar, um lugar no qual as mulheres se sentem mais inseguras.

 

O Projeto de Lei (PL) nº 292/2013 (e respectiva Emenda nº 1 – CCJ) tramita no Senado. No PL, o feminicídio é definido como o assassinato de uma mulher por razões de gênero, sendo caracterizado em quatro circunstâncias: quando há violência doméstica e familiar; violência sexual; mutilação ou desfiguração da vítima; emprego de tortura ou qualquer meio cruel ou degradante – antes ou depois do assassinato.

 

O crime de feminicídio precisa ser incluído no código penal brasileiro e somente a pressão do movimento de mulheres e da sociedade sobre o legislativo poderá obter resultados, uma vez que o patriarcado não tem capacidade para promover as mudanças exigidas para o equilíbrio dos gêneros.

 

A Diretoria


 

NÃO ADIANTA PROTESTAR COMO LEÃO E VOTAR COMO JUMENTO!

 

Entre as frases que se tornaram famosas nas manifestações do ano passado, há uma que procura ressaltar a importância do voto consciente: “não adianta protestar como leão e votar como jumento”.

 

Ora, em um regime democrático, uma eleição é o momento de ruptura ou confirmação de uma opção, é a renovação ou a rejeição de uma forma de governar. E quem decide isso é o eleitor, que  através do voto tem a capacidade de mudar os rumos do país, conduzindo às casas legislativas e executivas representantes sintonizados com as necessidades e desejos de determinadas categorias sociais.

 

Entretanto, numa análise simples, constatamos que o número de representantes dos trabalhadores no Congresso é muito menor que o número de capitalistas lá representados, do mesmo modo que ainda é ínfimo o número de mulheres eleitas. E, isto está acontecendo porque tem trabalhador votando em capitalista e muitas mulheres que não votam em mulheres.

 

Além disso, ainda hoje, candidatos são eleitos por causa de sua simpatia, seu carisma, por causa de promessas que jamais cumprirão, pois, depois de eleitos os parlamentares não são fiscalizados nem cobrados por suas ações. A triste verdade é que o eleitor simplesmente se esquece de seu voto e passado algum tempo nem sabe em quem votou.

 

Nada pior do que este comportamento inconsequente para quem deseja viver em uma justa democracia. Afinal, praticar democracia implica em direitos e deveres. Não basta eleger, é preciso saber em quem está votando e exigir resultados.

 

Por isso, precisamos votar como um leão, compreendendo que sem o controle social o poder se corromperá, pois não prestará contas a ninguém. E se errarmos no voto nesta eleição, vamos aprender com nosso erro para que possamos fazer melhor no próximo pleito.

 

O voto consciente é um longo processo baseado na tentativa  e no erro, pressupõe que o eleitor gaste seu tempo obtendo informações a respeito dos candidatos, exige cobrança depois do voto e principalmente que não esmoreça na repetição das mesmas ações a cada dois anos. Não existe milagre que mude nosso país, só trabalho bem feito.

 

A Diretoria


 

Uma aposentadoria tranquila começa cEDO!

 

Várias pesquisas de mercado tem mostrado que os brasileiros não pensam no futuro e quando se aposentam, acabam dependendo, exclusivamente, da aposentadoria do governo. Dessa maneira, depender de terceiros, da família, ter que baixar o padrão de vida e levar uma vida desequilibrada financeiramente acabam sendo problemas recorrentes na vida de idosos que não se planejaram.

 

Tratando-se das mulheres a situação é mais preocupante do que a dos homens. De acordo com a pesquisa "O Futuro da Aposentadoria", realizada pelo HSBC, enquanto os grupos de renda mais alta e homens tendem a ter mais de uma fonte principal de renda depois que param de trabalhar, o grupo de mais baixa renda e mulheres tendem a depender de apenas uma fonte.

 

Ora, desde que o trabalhador tenha uma vida normal, sem acidentes, ele saber perfeitamente quando será a hora de sua aposentadoria, ainda assim, a maioria só começa a pensar nisso quando passa dos 40 anos. Antes de pensar em poupar e investir, as pessoas pensam em gastar, comprar, adquirir. No entanto, todo mundo deveria conversar sobre o assunto e fazer um pé-de-meia para a aposentadoria, pois, quanto mais cedo se preocupar, menor vai ser o seu esforço para “construir sua renda”.

 

Uma boa dica para se preparar é começar o quanto antes, fazer um inventário de sua vida financeira, definir seu perfil de investidor, definir sua meta e talvez a mais importante de todas, ter disciplina. Perceber cedo que seu futuro financeiro só depende de você é um grande passo para ter uma aposentadoria tranquila.

 

É bom lembrar que uma aposentadoria financeiramente tranquila pode ser um momento de geração de novas oportunidades, nas quais se apresentam mudanças sociais, familiares, novos projetos e laços afetivos, a hora de aproveitar a vida!

 

Fique esperto!

 

A Diretoria


 

A COPA DO BRASIL

Foto Marcelo Casal Jr./Ag Brasil

A Copa do Mundo gerou cerca de 1 milhão de empregos no Brasil, o equivalente a mais de 15% dos 4,8 milhões de postos de trabalho formais criados ao longo do governo da presidente Dilma Rousseff. Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do Ministério do Turismo.

 

Segundo o levantamento, do total de vagas relacionadas à Copa, 710 mil são fixas e 200 mil são temporárias (todos com CTPS assinada). Só na cadeia do turismo, foram gerados 50 mil novos empregos em função do evento esportivo.

 

Os turistas vão gastar  R$ 6,7 bilhões e 3,6 bilhões de pessoas (metade da população do planeta) vão estar vendo o Brasil através da televisão ou qualquer dispositivo móvel, graças a capacidade de geração e difusão de imagens do país. Cerca de 19 mil profissionais de imprensa estão credenciados, uma oportunidade singular de apresentar não só os atrativos das cidades-sede, como também de diversas outras cidades brasileiras.

 

Claro também houve muitos transtornos e questionamentos por conta das inúmeras obras relacionadas à Copa, mas no final das contas, não se pode “fazer omelete sem quebrar a casca dos ovos”! Por isso não justifica tanto mau humor quanto aos gastos com o evento, que segundo dados oficiais publicados em abril consumiu 25,8 bilhões, computados estádios, obras de infra estrutura, mobilidade urbana, logística, segurança etc, quase o mesmo valor que o governo gasta com educação em um mês. E, não podemos esquecer que todas as melhorias realizadas estarão servindo aos brasileiros por muito tempo.

 

A Copa do Mundo, não vai livrar o país dos inúmeros problemas que sabemos existir, mas, sem dúvida alguma, ela trouxe sim muitos benefícios para a sociedade.  E, as Olimpíadas já estão aí. Mais obras se farão necessárias;  ao invés de criticar melhor faríamos escolhendo bem nossos representantes, políticos “transparentes” e compromissados com a causa dos trabalhadores, para que possamos ter  a convicção de que nosso dinheiro está sendo bem aplicado e nossas causas bem defendidas. 

 

A Diretoria


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